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Da Polónia para Portugal para fazer vinhos

Edição de 2 de agosto de 2019
04-08-2019
 

A polaca Natalia Korycka está em Portugal vai fazer três anos. Natural de SkarżyskoKamienna, conheceu o nosso país quando veio fazer Erasmus para Lisboa. “Apaixoneime totalmente pela cidade e Portugal em geral”, conta, acrescentando que quando voltou para a terra natal só pensava em regressar ao nosso país. E assim fiz. Depois de acabar a licenciatura em línguas (espanhol e português) e o mestrado em biotecnologia médica, mudou-se de malas e bagagens para terras lusitanas.

Podia ir para Espanha, mas optou por Portugal. No nosso país, Natalia radicou-se em Carregal do Sal onde conseguiu arranjar um trabalho onde consegue aliar dois amores: a ciência e a cultura. Trabalha no setor dos vinhos. “Antes de vir para a empresa sabia três coisas sobre vinhos: que havia brancos, tintos e rosés e pouco mais. Estou há quase três anos em Portugal e na empresa e faço agora parte de equipa de enologia, onde sou responsável pela qualidade. Sou uma polaca, do país da cerveja e da vodka, a fazer vinho em Portugal”, afirma.

Natalia não se sente uma emigrante no nosso país, onde continua a aprender coisas novas. Diz que é mais uma “turista”. Não esconde que no início sentiu um choque cultural. “Beijinhos para bom dia com pessoas que não conheço bem?!? Estranho! Na Polónia dás beijos só aos teus amigos verdadeiros, a todas as outras pessoas dás a mão, mas gostei. Acho que em Portugal tornei-me mais aberta para as pessoas”, garante, salientando que agora quando volta para a sua terra natal leva consigo esses “beijinhos para desconhecidos”. “A minha mãe fica sempre muito surpreendida e diz que em Portugal somos muito fofos”, refere.

No nosso país, esta polaca considera que as pessoas são “mais positivas”, ainda assim critica os portugueses por nem sempre serem sinceros e frontais.

“Adoro o sol português. As fotos ficam sempre bem por a causa da luz especial, que nunca encontrei noutro lugar. E a comida. No início da minha aventura em Portugal engordei cinco quilos em quatro meses. Queria provar tudo”, explica. O que menos gosta por cá são mesmo os atrasos das pessoas.

Da Polónia, Natalia sente saudades da família e amigos, que visita em média de três em três meses, mas também do “cheiro que fica depois da passagem de uma tempestade”. Uma memória que ainda assim não a faz querer regressar.





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