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Da Vila Jardim para a Cidade Luz

Edição de 25 de janeiro de 2019
26-01-2019
 

Cátia Fernandes trocou Vouzela por Paris há pouco mais de seis anos. Emigrou porque não conseguia arranjar trabalho todo o ano em Portugal. Depois de concluir o ensino secundário, começou a trabalhar numa quinta que servia casamentos e batizados, mas como este era um emprego sazonal, decidiu arriscar e mudar de país à “procura de novas oportunidades e de uma vida melhor”. “No meu 11º ano fiz uma viagem da escola até Paris e amei a cidade. Foi aí que disse que se um dia emigrasse era para Paris”, conta.

É a primeira vez que Cátia está a viver e trabalhar fora de Portugal. “Como todo e qualquer emigrante”, esta vouzelense diz que trabalha na limpeza de casas e cuida de crianças. Garante que a capital francesa é uma terra de oportunidades ao contrário de Portugal. Não esconde que “o início foi difícil”, sobretudo por causa das saudades da família, mas com o tempo conseguiu adaptar-se e até já levou a mãe para a cidade luz porque ela já não conseguia pagar as contas com o que ganhava.

“Aqui as pessoas são muito atenciosas. Os franceses são impecáveis. Já com os portugueses temos de ter cuidado porque há portugueses muito maldosos, capazes de estragar muitas vidas para subirem na vida. É difícil ouvir isto, mas é a realidade”, defende.

Sempre que pode, Cátia visita Portugal para rever os seus e matar saudades da comida e das festas portuguesas. Vem pelo menos duas vezes por ano, no verão e no natal. Já o regresso definitivo não é assim tão certo. Inicialmente, queria só estar uns anos em França para “depois voltar”. “Agora já penso diferente porque aqui eu tenho trabalho e já tenho uma vida em comum. Construí uma vida aqui, tenho a minha casa, coisa que em Portugal não iria conseguir. Penso sempre em voltar, mas depois ponho-me a pensar… Vou fazer o quê em Portugal? Trabalhar em quê? Ter de conduzir duas ou três horas para ir trabalhar para longe, assim o ordenado não iria chegar”, diz.





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