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De Lamego para França e depois para a Suíça

Edição de 3 de maio de 2019
05-05-2019
 

Fernando Teixeira Brilhante emigrou há sete anos. Desde que deixou Lamego já passou por dois países europeus. A França foi o primeiro que o recebeu. Esteve em terras gaulesas durante três anos, trabalhando na área da construção civil, como em Portugal. Atualmente este emigrante encontra-se em Laussane, na Suíça. “Não tive uma escolha para vir para este país/cidade, apenas vim porque houve uma oportunidade e aproveitei”, conta.

No país helvético, Fernando trabalha como paisagista de jardins. “Tem pouco a ver com aquilo que exercia em Portugal, mas com o tempo adaptamo-nos. Consigo fazer um pouco de tudo também, talvez seja essa a minha sorte”, afirma.

Este lamecense não esconde que “a mudança foi muito complicada”, sobretudo para a Suíça. Teve de se deslocar “sozinho literalmente com a casa às costas” entre os dois países e de comboio. Em Laussane começou por viver com um muçulmano e o choque de culturas, na mesma casa, também não ajudou e até “foi um pouco estranho”. Fernando acrescenta, ainda assim, que gostou “logo do país”. “É calmo, com o contra das suas restrições, e [apesar] de ser um pouco expansivo nas pequenas despesas, mas com o passar do tempo fui-me habituando e gosto da vida que levo aqui”, sustenta.

Nunca se sentiu discriminado, talvez pelo facto de conviver sobretudo com emigrantes, contudo não coloca de “lado a hipótese de haver um olhar menos bom ou um comentário por parte” dos suíços. No país aprecia “o civismo entre as pessoas e o respeito, embora existam algumas opiniões controversas acerca dos suíços. “O que não gosto é o facto de a qualidade de vida ser cara e de algumas regras existentes devido ao seu rigor”, diz. Em Portugal, Fernando deixou a mulher e a filha, que visita duas vezes ao ano por altura do Natal e do verão. Para matar saudades da família usa as novas tecnologias, que “não curam a saudade”, mas ajudam a reduzir a distância.

Os planos para voltar a Portugal estão já pensados e programados. “[Agora] é complicado dizer quando, mas quando atingir a reforma penso em regressar à minha terra natal que é Lamego”, conclui.





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