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De Moscovo para Carregal do Sal

Edição de 28 de junho de 2019
30-06-2019
 

Natasha Polunina está há nove meses em Portugal. Nasceu em Moscovo e foi na capital russa que se tornou mestre em Relações Internacionais. Antes de emigrar para Portugal estudava e trabalhava na sua cidade natal.

Com 24 anos, Natasha admite que “sempre quis sair da Rússia e conhecer outros países e culturas”. Apesar de “adorar o património” do seu país, afirma que é “totalmente contra a situação política e económica” atual.

Quando fala sobre a escolha de Portugal para viver, confessa que a escolha não foi dela: “Portugal escolheu-me”, conta, acrescentando que foi inscrita na turma de português pela administração da universidade onde estudou. Daí há menos de um ano ter optado por viver e trabalhar no país mais ocidental da Europa.

Carregal do Sal é o concelho onde se radicou. Trabalha no setor dos vinhos, uma área “totalmente desconhecida”. Apesar disso, admite estar feliz por poder aprender algo novo.

Natasha diz que se apaixonou por Portugal e pelas pessoas. “Os portugueses são um povo muito acolhedor e amável”, afirma, salientando que gosta igualmente “das paisagens e do trabalho”.

Apesar de adorar o país, a jovem admite que por vezes se sentiu “diferente ou à parte” quando alguém lhe chamava atenção para “o sotaque, problemas com a língua e costumes diferentes”. Ainda assim, acredita que os “portugueses não querem ofender” e agradece “ao povo português que [a] ensinou a não levar as coisas muito a sério”.

“Gosto muito do sol e do clima (em Portugal), mas o inverno sente-se mais do que na Rússia. Sem aquecimento central, o inverno é mesmo um inferno”, defende. Para além do tempo, Natasha diz que adora as “paisagens e cores de Portugal” e acha “que poucos países têm esta diversidade e saturação das cores”. “A luz do sol aqui é diferente”, acrescenta.

Desde que está em Portugal, Natasha foi apenas uma vez à Rússia para visitar a família e os amigos. Por agora, “viver lá, não, obrigada”, refere. Apesar das saudades, confessa não querer regressar ao país natal. “Adoro Portugal e acho que ainda estaremos juntos muitos anos no futuro”, conclui.





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