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De Viseu para o Mar das Caraíbas

Edição de 23 de agosto de 2019
25-08-2019
 

Viver num país estrangeiro não é propriamente uma novidade para Samantha Correia da Costa. Natural de Viseu, nasceu e viveu em Toulouse, França, durante quatro anos. Depois veio para Bigas, Lordosa, de onde saiu há dois anos rumo ao sol e às praias das Caraíbas. Samantha encontra-se a viver e a trabalhar na ilha de S. Bartolomeu.

“Decidi emigrar por achar que no nosso país é cada vez mais difícil ter uma vida financeiramente estável”, explica.

Nesta sua “aventura” do outro lado do mundo, esta viseense está a ser acompanhada pelo namorado. A escolha da ilha nas Caraíbas deveu-se ao facto de o companheiro “ter lá família”, mas não só. As “muitas oportunidades de trabalho” oferecidas pela ilha francesa também pesaram na escolha da nova geografia.

Com um mestrado em Psicologia Organizacional, Samantha está nesta altura a trabalhar nas limpezas e ao final do dia faz entregas de sushi ao domicílio.

Esta emigrante não esconde que a “mudança não foi fácil e a adaptação também não”. “É uma ilha muito pequena, uma cultura um pouco diferente da nossa. A primeira impressão é que tinha ido viver para o outro lado do Atlântico, literalmente para o fim do mundo, para uma ilha de 23 km2”, refere, acrescentando que “a passagem do furacão IRMA um mês depois de ter chegado também não ajudou muito”.

Hoje, Samantha está mais do que adaptada à nova realidade. Diz que com “muita força de vontade e com foco nos objetivos” conseguiu estar longe da terra natal. “A minha opinião mantém-se no sentido que a ilha é muito bonita, mas não há nada como o nosso país. O que mais gosto são as praias e o facto de estar sempre sol. São poucos os dias de chuva ao longo do ano. O que não gosto é o tamanho da ilha. É realmente muito pequena, tem pouco para se fazer”, lamenta.

De Portugal, esta emigrante confessa ter saudades de “tudo”. Principalmente da família e amigos, mas também da comida e de poder sair à noite para fazer coisas simples como ir ao cinema.

Samantha visita o nosso país pelo menos uma vez por ano e sempre na mesma altura: o verão.

Quando lhe perguntamos se quer regressar a Portugal a resposta é simples e rápida: “Claro, nunca saí com intenções de nunca voltar”, conclui.





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