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De volta à Austrália, depois de uma passagem pelo Reino Unido

Edição de 27 de dezembro de 2019
30-12-2019
 

A vida de Nuno Alves assenta que nem uma luva ao título desta rubrica (No Mundo). Com 33 anos, este cidadão natural de S. Pedro do Sul já viveu e trabalhou em três países diferentes, incluindo Portugal.

A primeira experiência lá fora começou logo aos nove meses. Nuno Alves viveu até aos cinco anos na Austrália. Depois regressou ao nosso país com os pais. Em 2013, voltou a fazer as malas e emigrou para Inglaterra, onde esteve durante quatro anos e meio.

“Em fevereiro de 2018 mudei-me para a Austrália. Decidi emigrar para o Reino Unido porque queria experimentar viver fora de Portugal. Senti que nunca iria ter um contrato permanente nos CTT [onde trabalhava] e porque a situação económica do país não era a melhor. Depois emigrei para a Austrália porque estava saturado do clima do Reino Unido e porque sempre fiquei com aquela curiosidade de conhecer o país onde vivi até aos cinco anos”, conta.

Este emigrante vive atualmente em Wollongong, a cidade que o tinha acolhido nos primeiros anos de vida. Escolheu a localidade por conhecer já algumas pessoas que o iriam ajudar no processo de integração.

No país dos cangurus, Nuno trabalha na construção civil. Está empregado numa empresa de portugueses que tem obras espalhadas por toda a ilha. “Gosto imenso do que faço, é um trabalho bastante ativo e sinto-me bem com trabalhos assim. Gostei de tudo. Não conheço ninguém que fale mal de Austrália”, diz, acrescentando que nunca se sentiu discriminado por ser emigrante.

Em Wollongong o que mais aprecia é o facto de viver a 10 minutos da praia. Também gosta do “clima, que tem temperaturas bastante amenas, do sol em mais de 300 dias por ano, das pessoas, da qualidade de vida e da sensação que todas as pessoas estão de bem com a vida”. “A única coisa que eu não gosto da Austrália é ser a 16000 quilómetros de Portugal”, refere. Ainda assim, Nuno vem pelo menos uma vez por ano ao nosso país. É cá que está a passar este período festivo do Natal.

Quanto ao futuro e a um eventual regresso a terras lusitanas, este emigrante explica que “a ideia vai ser sempre essa”. Só não sabe dizer que volta “daqui a um, dois ou cinco anos”. “Mas pretendo voltar, sim”, assegura.





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