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Depois da Bélgica a República Checa, sempre no mundo dos videojogos

Edição de 11 de outubro de 2019
13-10-2019
 

Bernardo Ruas tem apenas 26 anos, mas soma já a sua segunda experiência internacional. Natural de Viseu, emigrou a primeira vez há dois anos para Courtrai, na Bélgica, onde esteve trabalhou como artista 3D durante 10 meses numa empresa de videojogos. Depois desse período regressou ao nosso país, que voltou a abandonar em maio deste ano para partir para uma nova “aventura” lá fora.

Atualmente, este viseense, licenciado em design de jogos digitais, encontra-se em Brun, a segunda maior cidade da República Checa. “Trabalho como 3D outsourcing manager na Hangar 13. Foi onde encontrei trabalho na minha área numa empresa de renome mundial”, explica.

Bernardo diz que a mudança para a “cidade dos estudantes” da República Checa seu “foi ótima”. “Consigo arrendar uma casa maior, recebo mais e a qualidade de vida é superior. Os únicos problemas são mesmo as saudades da família, amigos e de alguns produtos alimentares específicos do nosso lindo Portugal”, sustenta.

Há cinco meses na República Checa, este emigrante garante que nunca se sentiu posto de lado ou mesmo discriminado por ser estrangeiro. Para isso, ajuda estar empregado numa companhia “multinacional que alberga pessoas dos quatro cantos do mundo”. “A comunidade portuguesa também é grande em Brun por isso consigo falar a minha língua todos os dias”, conta.

Na cidade que agora é a sua “casa”, Bernardo destaca “a boa comida, os bons transportes”, a “floresta típica com poucos eucaliptos” e as regalias que a empresa onde está a trabalhar lhe oferece. “Não gosto da capital. Praga está demasiado popularizada, estando cheia de turistas. Em alguns sítios de Brun consegue-se ver uma grande diferença social num espaço de minutos. Há muitos sem abrigo e toxicodependentes nas ruas”, relata.

Desde que partiu para a República Checa, este viseense nunca mais regressou a Portugal, mas tenciona voltar “em breve”. Quanto a um regresso em definitivo a terras lusitanas, Bernardo Ruas diz que, embora gostasse, essa é uma hipótese que não equaciona enquanto “não tiver trabalho devidamente recompensado”.





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