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Desemprego leva nelense até Sófia

Edição de 25 de outubro de 2019
27-10-2019
 

Fez no dia 10 de outubro um ano que David Miguel Tavares deixou a terra natal para rumar à Bulgária. Deixou Nelas, onde se encontrava e partiu para Sófia, a capital búlgara.

Sem trabalho em Portugal, David entendeu que a melhor opção que tinha era emigrar. Esteve um mês desempregado até decidir aventurar-se lá fora. “Estou em Sófia. Uma amiga convidou-me para vir e eu decidi experimentar. Penso que Portugal não tem oportunidades suficientes para jovens sem estudos superiores e oferece poucas oportunidades para mostrarmos mais capacidades para além de trabalho laboral”, diz.

Esta é a primeira vez que David Miguel Tavares vive e trabalha fora do nosso país. Na Bulgária está empregado numa multinacional, prestando apoio aos clientes. “Desde que aqui estou ainda não mudei de trabalho e não penso mudar tão cedo até porque estou a subir dentro da empresa e a ser reconhecido pelo meu trabalho”, conta.

Este emigrante está satisfeito com o emprego, mas não esconde que quando chegou a Sófia não gostou “muito das pessoas”, que são mais “frias” e desconfiadas do que os portugueses. “O país é completamente diferente do nosso e custou-me a habituar no início, mas agora já sei lidar com as dificuldades e estou a adorar”, afirma, salientando, todavia, que já se sentiu discriminado por ser estrangeiro.

Na capital búlgara o que mais aprecia é o baixo custo de vida, que lhe permite com o seu salário “fazer uma vida que nunca” pensou “ser possível em Portugal”. Do nosso país o que sente mais falta é da família e dos amigos, mas também da comida, do clima, da língua, da boa disposição dos portugueses e de coisas simples como “beber um bom café e comer um pastel de nata”.

Apesar destas saudades de tudo o que é lusitano, não está nos planos de David regressar a Portugal. “Por enquanto penso que o país não tem nada para oferecer-me e eu ainda tenho muito a ganhar se ficar aqui, portanto não penso em voltar tão cedo”, conclui.





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