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Edição impressa: de Nelas para Cracóvia

Edição de 20 de dezembro de 2019
22-12-2019
 

Vítor Pereira emigrou há um ano e meio para Cracóvia. Natural de Nelas, deixou Portugal e rumou para a Polónia em maio de 2018, onde já se encontrava a viver e trabalhar a irmã para a mudança “não ser tão difícil”.

Na altura, este nelense encontrava-se a tirar a licenciatura em Comunicação Social e jogava futebol no Ferreira de Aves. “Depois de refletir no que tinha na altura comecei a pensar que devia começar uma carreira em alguma coisa. Como tinha pouca experiência profissional, tendo basicamente o futebol como currículo, aí seria mais difícil encontrar algo pois não há tantas oportunidades”, diz.

Na Polónia, Vítor trabalha numa empresa que presta serviços para a gigante da informática Google. “Comecei em contabilidade, a trabalhar essencialmente com empresas do Brasil, mas agora sou formador e treino todo o processo que estava a fazer a pessoas que entram na empresa”, conta.

Segundo este emigrante, “a mudança foi tranquila” graças à ajuda da irmã. A primeira impressão que teve de Cracóvia foi logo positiva. “Não estava nada à espera disto. São bastante evoluídos no que toca a tecnologia, meios de transporte e organização”, refere, acrescentando que “as pessoas são um bocado mais fechadas” do que os portugueses e “culturalmente bastante diferentes”.

Vítor Pereira gosta do que faz e do país onde se encontra, ainda que não esconda que já se sentiu discriminado por ser estrangeiro. Garante ser “raro encontrar situações graves”.

“Gosto da localização geográfica, de estar perto de tantos outros países que podemos visitar e por pouco dinheiro. Gosto da mentalidade que se vê no trabalho. Não apostam tanto no rigor, mas sim em motivar quem trabalha, dando bastante benefícios, seguros, etc. Gosto imenso da arquitetura e maneira como decoram cafés, restaurantes, bares, muito originais”, revela. Pelo contrário não aprecia o fanatismo religioso dos polacos, nem a fação fascista que ainda está representada no país.

Quanto ao regresso a Portugal, para estar com a família e amigos, de quem mais sente falta, o nelense diz que esta é uma possibilidade que agora não se coloca, “mas nunca se sabe”. “Óbvio que gostava muito e se surgir a oportunidade tenho que ponderar”, afirma.





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