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Edição impressa: em Inglaterra a fazer aquilo que gosta

Edição de 10 de janeiro de 2020
12-01-2020
 

A viseense Mariana Noronha emigrou há três anos. Deixou Portugal e rumou para Inglaterra para tirar uma licenciatura em animação por no nosso país esta área não estar muito desenvolvida. “Em Portugal a Arte no geral, infelizmente, não é vista como um futuro promissor. A falta de investimento e de informação do público leva a que não haja uma comunidade forte de profissionais criativos, o que não cria condições propícias ao desenvolvimento de projetos, estúdios ou mesmo cursos. Por este motivo decidi procurar oportunidades no estrangeiro”, conta.

Mariana Noronha foi atrás de um sonho e que já está a concretizar. Trabalha como animadora num estúdio, onde diz ter “a oportunidade de colaborar com diferentes profissionais e ter contacto com diferentes meios de produção artística e design de comunicação”.

Esta emigrante gosta do que faz e está integrada numa comunidade artística, mas não esconde que a mudança para terras de sua majestade não foi “fácil” porque o estilo de vida é “completamente diferente, especialmente para quem cresceu rodeado de cultura portuguesa”. “O Reino Unido é um aglomerado de culturas e a vida diária tem um ritmo muito acelerado, mas a nível de oportunidades de carreira é muito promissor”, aponta.

Mariana garante que em Inglaterra nunca se sentiu discriminada a não ser nas eleições gerais, em que lhe foi negado o direito ao voto. “A convergência de culturas e ideais” que considera “um fator muito enriquecedor” e “o contacto com pessoas de todo o mundo” que abre horizontes são dois dos aspetos que mais aprecia no país onde vive. “O trabalho ativo na luta pelos direitos humanos, minorias étnicas, alterações climáticas e direitos LGBT é outro ponto muito importante. Os pontos mais negativos diria que são a criminalidade, o custo da habitação e a sujidade e poluição nas cidades”, refere.

Problemas que não a fazem querer voltar a Portugal. Quando questionada sobre um eventual regresso ao nosso país, Mariana Noronha diz que “não há condições para que possa ter um bom nível de vida” no nosso país e seguir a sua carreira como animadora.





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