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Em Portugal para fazer o doutoramento, mas já a pensar no regresso ao Brasil

Edição de 19 de julho de 2019
21-07-2019
 

O brasileiro Sérgio Rocha trocou terras de Vera Cruz por terras lusitanas há cerca três anos. Este imigrante veio para Portugal para fazer um doutoramento e não veio sozinho. Trouxe a mulher e as duas filhas. Os quatro já passaram por Vilamoura e Tavira, no Algarve, e agora radicaram-se em Viseu.

“Desde a primeira hora, tenho achado Portugal um país arrumado em termos de cidades, infraestruturas e serviços públicos. A sensação de segurança é, com certeza, o grande destaque”, afirma Sérgio.

Este cidadão brasileiro garante que a adaptação foi “tranquila” e que nunca se sentiu discriminado por ser estrangeiro. “Pelo contrário, tenho achado o povo português muito recetivo. Mas, nos serviços públicos faço questão que saibam que eu e minha família estamos aqui de forma legal”, explica.

No Brasil, Sérgio foi oficial da Força Aérea e consultor. Hoje, dedica-se, juntamente com a mulher, à criação e à educação das duas filhas, de 9 anos. “Também tenho atuado como professor da Escola Bíblica Dominical, na Igreja Evangélica Baptista de Viseu, onde faço ainda parte de um grupo masculino de oração, que se reúne às segundas-feiras de manhã. Continuo também a fazer o doutoramento, pois tive uma tentativa frustrada na primeira vez”, conta.

Em Viseu e em Portugal, o que este imigrante mais aprecia é a segurança, mas também a qualidade de vida. Não esconde que as diferenças culturais, incluindo a comida, mexeram um pouco consigo, mas assegura que não é isso que faz com que não goste do nosso país. “Antes pelo contrário, reputo-as como sendo uma coisa normal”, diz.

Desde que aterrou em Portugal, Sérgio e a sua família nunca mais voltaram ao Brasil. Por um lado porque optam por aproveitar para conhecer o nosso país, mas também porque volta e meia recebem a visita de familiares e amigos, o que ajuda a matar as saudades.

A viagem de regresso já está pensada. Sérgio só quer acabar o doutoramento e se não o conseguir fazer tenciona escrever um livro.





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