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Na Suíça, mas sem esquecer Portugal

Edição de 9 de agosto de 2019
11-08-2019
 

Fátima Mota Correia já leva mais anos de Suíça do que de Portugal. Natural de Pereiras, em Bodiosa, no concelho de Viseu, emigrou para o país helvético há 35 anos. Na altura, tinha apenas 19.

No nosso país, Fátima trabalhou na restauração e na recolha de resina. Decidiu mudar porque em Portugal já “não dava” para viver. “Não havia qualidade de vida”, conta. Esta viseense está há mais de três décadas na Suíça e em todos esses anos nunca saiu de Bellinzona, a terra que a recebeu e onde já tinha família. Foi por isso que escolheu essa zona para emigrar.

Em Bellinzona, Fátima trabalhou na área da horticultura e da eletrónica. Hoje é empregada doméstica em casa de particulares. Está mais do que adaptada à vida suíça, e garante que não teve dificuldades na mudança.

“Gostei sempre”, diz, acrescentando que “a língua, italiana foi a maior dificuldade” que sentiu. “Agora já domino a língua”, afirma.

Esta emigrante assegura que sempre foi bem tratada pelas pessoas e que nunca se sentiu discriminada. Gosta “de tudo” na Suíça, das pessoas, da gastronomia e sobretudo do chocolate. Nada tem a apontar de negativo ao país, que a recebeu e onde nasceram os filhos, que têm hoje 20 e 26 anos.

Fátima visita Portugal todos os anos. Faz questão de regressar às suas origens (Pereiras), mas também às do marido (Valdigem, em Lamego). Também não deixa de passar pela praia e pelo santuário de Fátima.

O regresso ao nosso país está pensado e decidido. Agora só falta saber quando. “Se puder vir antes da reforma venho, senão só depois…”, conclui.





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