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"Não pretendo ficar em Viseu, mas enquanto durar que seja bom"

Edição de 22 de fevereiro de 2019
24-02-2019
 

Natural de S. José dos Campos, interior de São Paulo (Brasil), Yuri Raposo está em Viseu desde o início deste ano (2019). Veio para a cidade de Viriato depois de ter recebido uma proposta de trabalho para gerir um bar na zona da Sé e, em simultâneo, trabalhar como bartender – a sua área de formação.

Morou um ano no Dubai, onde ganhou experiência e formação como bartender em vários espaços, mas não estava satisfeito. “Senti umas incertezas emocionais e decidi fazer uma viagem pela Ásia”, conta. Viagem essa que terminou na cidade de Viseu.

Depois voltou para o Brasil. Nessa altura, recebeu a proposta para vir trabalhar para a capital da Beira Alta. “Eu acredito que Viseu é um lugar que tem muito por explorar. Tem um grande potencial que as pessoas ainda desconhecem”. Esta foi uma das razões que o fez mudar-se para cá, até porque acredita que “quem não arrisca, não petisca”.

“O meu objetivo é fortalecer a área da hotelaria, mais propriamente dos cocktail’s. Criar uma identidade com potencial que Viseu tem e não é aproveitada. Se eu ajudar a ser parte disso já fico satisfeito”, explica. Além disso, quer fazer parte da equipa que consiga ajudar a que “a arte de fazer cocktail’s evolua em Viseu”, adianta.

A língua não foi um entrave para Yuri, uma vez que é brasileiro, mas sentiu alguma dificuldade em adaptar-se ao país. “Portugal já é um país que considero um pouco conservador e Viseu é uma cidade extremamente conservadora. Não é que eu seja uma pessoa muito liberal, mas acredito que este conservadorismo está a tornar a minha adaptação mais difícil”, comenta o bartender. No entanto, vê esta dificuldade como “um desafio novo”.

Segundo Yuri Raposo, “Viseu nunca morre” e é isso que o faz gostar de cá estar. “As pessoas estão sempre a sair, toda a gente se conhece e é uma cidade muito viva, daí pensar que tem muito por explorar”, acrescenta.

Por enquanto o brasileiro vê-se a morar em Viseu para ver até onde consegue ir no novo projeto profissional. “Quero ser uma parte disso [a evolução] durante um período de tempo. Não pretendo ficar em Viseu, mas enquanto durar que seja bom”, conclui.





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