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No Luxemburgo, à frente da federação que representa os taxistas

Edição de 29 de março de 2019
31-03-2019
 

O desemprego fez Paulo Leitão mudar de vida e de país há oito anos. Sem trabalho durante dois anos, este cidadão de Viseu viu na emigração a única saída. “As dificuldades económicas não me deixaram outra opção”, conta.

Paulo deixou Portugal e partiu para o Luxemburgo, país onde tinha amigos e conhecidos que o ajudaram a procurar trabalho. Escolheu o Luxemburgo por ser uma nação “em franco desenvolvimento, mesmo nos anos da crise” e por causa “da forte presença da comunidade portuguesa”, que “facilita a integração pelo menos no fator língua”. “Conseguimos viver o dia a dia apenas com o português”, explica.

Quando chegou ao Luxemburgo este emigrante começou por trabalhar nas obras durante dois meses. Depois esteve na distribuição postal um mês. A seguir foi motorista de carrinhas internacionais, função que desempenhou durante um ano. Findo esse período mudou-se para uma empresa de táxis. Foi funcionário durante um ano e depois abriu a própria empresa de táxis e limusines. Apostou também no ramo das papelarias/tabacarias. Tem dois espaços deste género, quer abrir um terceiro já no próximo mês.

Paulo Leitão é desde o início de março presidente da Federação Nacional de Táxis, Viaturas de Aluguer com Motorista e Ambulâncias, uma entidade que representa o sector perante o governo e diversos organismos oficiais. Lidera também a Cooperativa de Táxis Luxemburgueses, que foi criada por vários pequenos patrões como ele em 2018 para “fazer face a empresas maiores já estabelecidas no mercado há muito mais tempo”.

Este emigrante é um caso de sucesso, mas nem tudo foi um “mar de rosas” nesta sua mudança de país. Não esconde que sair de Portugal “foi das piores, ou mesmo a pior experiência”, da sua vida. “Deixar a família foi difícil, muito difícil”, afirma, acrescentando que a principal preocupação que teve quando chegou ao Luxemburgo foi “encontrar trabalho o mais urgentemente possível”.

O empresário garante que nunca se sentiu discriminado por ser estrangeiro. Só tem elogios a fazer à nação onde se encontra e aos luxemburgueses, que “são um povo fantástico e extremamente acolhedor para quem vem para trabalhar”. Aprecia a “segurança, limpeza, organização e as oportunidades de trabalho que existem no país”. Só não gosta do tempo. “Falta-nos o sol e a praia de Portugal”, país que visita sempre que pode para matar saudades da família. “A qualidade de vida, a cidade de Viseu” é também do que sente mais falta e também por isso quer regressar, mas só “assim que for possível”.





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