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No Mundo: Em Berlim com saudades do sol e da comida portuguesa

No Mundo

2017-07-14

 

O viseense Nuno Vasconcelos vive e trabalha em Berlim há cinco anos. Licenciado em arquitetura, mudou-se para a capital da Alemanha quando a crise explodiu em Portugal porque “estava um pouco farto do sentimento que toda a gente tinha de que era o fim de mundo e que já não havia nada a fazer”. “Precisava um pouco de arejar, resolvi aproveitar um contacto que tinha de um amigo que me deixou ficar em casa dele. Eu ia por um mês e ainda lá estou”, conta.

A adaptação não foi “difícil” no arranque da nova fase da sua vida, mas agora já não tem a mesma opinião. “No início não foi (complicado) porque ia muito entusiasmado em conhecer coisas novas, mas agora começa a ser mais difícil primeiro por causa da cultura, começo a ver como funciona a sociedade, e depois em termos burocráticos é muito complicado aquele país, muito mais que o nosso. Estamos anos luz à frente deles”, afirma.

O sol, ou a falta dele, que tornam a “escuridão no inverno depressiva” é outros dos pontos negativos que tem a apontar às terras germânicas. A língua, que considera, “super complicada”, é outro entrave. Valeu-lhe o facto de em Berlim quase não ser preciso falar alemão porque todos falam inglês o que ajuda no dia a dia. Na Alemanha já fez “de tudo um pouco para ganhar dinheiro”.

Já trabalhou numa empresa de mudanças e como arquiteto com alguns amigos, mas sempre como freelancer. Atualmente colabora com uma companhia especializada em técnicas de construção sustentáveis. Apesar de ter emigrado, nunca deixou de exercer a profissão em Portugal fazendo pequenos de arquitetura para conhecidos.

Esteve também envolvido na construção da peça para Perséfone que por estes dias está instalada na Praça D. Duarte em Viseu, no âmbito dos Jardins Efémeros.

Com um pé lá e outro cá, Nuno Vasconcelos diz que ainda quer ficar por Berlim, uma cidade que lhe proporciona “uma experiência muito boa para viver”, mas não descarta a hipótese de regressar a Portugal ou mudar-se para Espanha, Itália, Grécia, ou outro país, desde que “haja sol e boa comida”.





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