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Troca Portugal por Inglaterra, mas não abandona o ensino

Edição de 7 de junho de 2019
09-06-2019
 

Foi há seis anos que Cristina Oliveira decidiu abandonar Portugal. Natural de Nelas, esta professora do primeiro ciclo do ensino básico emigrou porque “estava insatisfeita” como o seu “percurso profissional, não via perspetivas de futuro” e queria mais “qualidade de vida”. “Ser [docente] em Portugal, entre outras coisas, implica deixar a família, deixar de ser uma mãe presente. Por tudo isso surgiu a vontade de uma nova experiência”, conta.

Cristina mudou-se de malas e bagagens para Londres, em Inglaterra, com a família. Escolheu a capital do Reino Unido porque já lá tinha familiares e amigos, mas também pelas “oportunidades” que a cidade oferece aos filhos, sobretudo a possibilidade “de se tornarem bilingues e poderem ser fluentes na língua inglesa (o que poderá ser um passaporte para o futuro)”.

Em terras de sua majestade, Cristina continua a ser professora. Diz que teve “a sorte de exercer a mesma profissão”. Esta docente não esconde que, como toda e qualquer mudança, a ida para Londres gerou “ansiedade e insegurança” e considera que para se triunfar é preciso “uma postura aberta”. “Londres é uma cidade recetiva a todos os imigrantes, existem pessoas de todos os lugares do mundo”, refere, defendendo que “é importante que se aproveitem as oportunidades, que se tire algo bom de todos os imprevistos e que se embarque na nova cultura de braços abertos”.

Cristina garante que nunca se sentiu discriminada por ser estrangeira. O que mais aprecia na capital do Reino Unido é “sem dúvida o multiculturalismo aliado à agitação de uma cidade que nunca dorme”. O que menos aprecia é a “variedade gastronómica existente”, que se torna um “problema” quando anda na rua.

Esta emigrante tenta visitar Portugal sempre que pode com a família, sobretudo no natal e no seu “querido verão”, porque não quer privar os filhos das suas origens. Quanto ao regresso em definitivo, Cristina diz que essa é uma viagem que “não está” nos seus planos, apesar “da situação que o país vive neste momento”. “Mas nunca se sabe! O futuro dirá”, conclui.





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