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Um mangualdense a fazer contas na Europa

Edição de 8 de fevereiro de 2019
10-02-2019
 

Natural de Mangualde, Pedro Jorge Coelho emigrou em dezembro de 2015. Trocou Portugal pelo Luxemburgo. Com “espírito aventureiro”, partiu para “conhecer um novo mundo”, para ter uma “ideia mais global das sociedades e conhecer diferentes culturas”. “Saí de Portugal [também] devido ao Estado social em que vivíamos em 2014 e a falta de visão estratégica para o nosso país. Hoje passados cinco anos, Portugal continua empobrecido, sem identidade, com uma corrupção desmedida e sem recursos para crescer”, diz.

Pedro escolheu o Luxemburgo pela “excelente organização, nível de ensino, por ser um país sem cunhas”, mas também pela “vida calma”, pela “natureza” e por oferecer um melhor futuro à filha. A trabalhar no Eurostat, o Serviço de Estatística da União Europeia, este emigrante, de 45 anos, não se arrepende em nada da escolha que fez há três anos. Confessa que o Luxemburgo foi um caso de “amor à primeira vista”, ainda que já se tenha sentido discriminado por ser de um país diferente. “Costumo dizer que no Luxemburgo somos vistos como estrangeiros e em Portugal somos olhados como emigrantes. Hoje esta geração que vem para fora é constituída por portugueses qualificados e com educação que honra o nome de Portugal sempre”, sustenta.

A organização da sociedade, os apoios sociais, os espaços verdes são o que mais aprecia no centro da Europa. “Não gosto do cinzento dos dias. Aqui o sol aparece muito raramente. Não gosto de saber que estou a 2000 quilómetros dos que mais amo”, refere.

Apesar das saudades dos seus, dos sabores da comida, do mar e do sol, Pedro Jorge Coelho não conta regressar a Portugal, uma nação que “será sempre para férias e ver amigos e familiares”.





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