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Um viseense em Zagreb

Edição de 1 de novembro de 2019
03-11-2019
 

Telmo Silva deixou Portugal em agosto. Ao abrigo de um projeto europeu que promove a mobilidade europeia entre jovens através de um programa de voluntariado, partiu para Zagreb, a capital da Croácia.

Este viseense encontra-se a trabalhar como voluntário numa organização que utiliza a capoeira “como forma de integração social para crianças e jovens com dificuldades”. Telmo considera que este está a ser um “desafio” para si porque nunca tinha trabalhado com pessoas mais novas. “Até agora estou a ter experiências bastante enriquecedoras, o que faz com que projete mais e mais interesse neste tipo de atividades. Elas desenvolvem a minha cultura geral a nível europeu e fazem-me sentir fazer parte da comunidade europeia, de uma forma que me permite desenvolver a nível pessoal”, refere.

Esta não é a primeira vez que está fora de Portugal. O mesmo projeto europeu já tinha levado Telmo Silva até Atenas, na Grécia. A experiência em Zagreb não podia ser a melhor, ainda que tenha perdido o telemóvel mal aterrou na cidade. Até isso foi um desafio para o viseense, que na Croácia destaca as pessoas “bastante simpáticas e prestáveis” que encontrou e que para sua “surpresa, têm um nível bastante elevado de inglês”.

“Zagreb é uma cidade bastante acolhedora e fez-me lembrar Viseu. O mais curioso da cidade é podermos estar em completo silêncio na natureza em muito pouco tempo a partir do centro. Algo que também me impressionou foi o número de pastelarias. Estão em todo o lado”, conta.

No país que o acolheu, este voluntário destaca a recetividade das pessoas e o facto de os croatas serem relaxados. “Algo que me traz alguma insatisfação é a lei permitir o estacionamento dos carros em cima dos passeios. Tenho bastantes vezes que desviar-me para a estrada para contornar carros”, lamenta.

O projeto europeu em que participa termina em agosto do próximo ano, mas depois disso Telmo não quer voltar a Portugal. “De momento, estou interessado em encontrar trabalho algures por cá, ou noutro país que visite e que aprecie mais. Não estou fixado nessa ideia, logo verei o que o futuro me aguarda”, conclui.





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