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Uma viseense a dar cartas no teatro e no cinema em Espanha

Edição de 21 de junho de 2019
23-06-2019
 

Viseense de gema, Marta Ribeiro é um nome que vai querer fixar. Atriz de formação, com 25 anos, integra o elenco de um filme que estreou no final do mês de maio nas salas espanholas e uns dias mais tarde também na plataforma Netflix.

Marta estudou teatro nas Caldas da Rainha e cedo percebeu que se queria triunfar no mundo das artes teria que sair do país. Depois de acabar o curso viajou “bastante”. Passou por cidades como Nova Iorque, Washington ou Berlim. Acabou por se fixar em Madrid por causa da “vida cultural” da capital espanhola. “Emigrei há quase cinco anos porque queria melhorar a minha formação como atriz para um dia ao regressar a Portugal trazer algo de diferente e um ar fresco ao meio artístico português”, explica.

Em Espanha, Marta trabalha como atriz, tendo já passado por grandes salas de teatro. Também encena peças, realiza e escreve curtas-metragens e até compõe músicas. “Atualmente estou nos cinemas no filme `Elisa y Marcela´ de Isabel Coixet que estreou no dia 30 de maio e no dia 7 de junho na Netflix. Estou muito contente de ser a primeira atriz portuguesa numa produção exclusiva da Netflix, sendo tão jovem é para mim um grande orgulho”, refere.

Devido à instabilidade da profissão, esta viseense também dá aulas de português a empresas e a particulares.

Marta confessa-se uma apaixonada por Madrid. Aprecia a vida, os espaços verdes e os edifícios que descreve como “magníficos”. “É verdade que a população espanhola é conhecida por falar muito alto, mas são pessoas muito alegres e abertas ao mundo”, explica. O que menos gosta é mesmo da falta de pontualidade de “nuestros hermanos”. “Marcas às 10h e aparecem às 10h30. Penso que nesse aspeto nós portugueses somos muito mais pontuais”, defende.

Sempre que pode a atriz regressa a Viseu. Considera os laços familiares a sua “base”. Apesar do apelo das raízes, Marta não tenciona regresar a Portugal, pelo menos por agora. Está à espera de uma oportunidade para poder brilhar.

“Já enviei por diversas vezes o meu material audiovisual a produtoras, realizadores e algumas agências, mas ainda não tive oportunidades artísticas em Portugal. Sei que tenho uma formação sólida e que com apenas 25 anos já trabalhei em todos os meios de interpretação (cinema, teatro e televisão). Gostava que chegasse uma oportunidade brevemente. Adorava poder trabalhar em projetos artísticos portugueses”, conclui.





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