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Viseense ensina a jogar futebol na China

Edição de 14 de dezembro de 2018
16-12-2018
 

Filipe Rodrigues mudou-se de malas e bagagens para o outro lado do mundo há um mês. Natural de Viseu, está a viver e trabalhar em Qingdao, na China. Na cidade de Viriato, Filipe passou por alguns clubes de futebol como treinador. O Viseu 2001 foi o último emblema que representou. Após concluir um estágio profissional, e sem perspetivas de emprego em Portugal, decidiu apostar numa carreira internacional. Não recuou quando passou nas entrevistas a uma vaga à qual tinha concorrido até porque “sempre quis” desafiar-se e “perceber como o fenómeno «futebol» e principalmente o futebol de formação é abordado noutras culturas”.

Na China, este viseense é responsável pela modalidade na escola onde está empregado, dando aulas de educação física só de futebol e atividades extracurriculares também ligadas apenas à bola, a muitas crianças que estão a ter este ano “o seu primeiro contacto com a modalidade”, num trabalho que descreve com “gratificante”.

Considera que tem um desafio pela frente, numa realidade “completamente diferente” da portuguesa, e não nega “que a vertente financeira é mais compensadora” do que aquela que tinha no nosso país. “Isso também pesa, embora também considere que não há dinheiro que pague a distância dos nossos, dos que gostamos”, sustenta.

Ainda que esteja em terras chinesas há pouco tempo, Filipe garante que não se sentiu ainda discriminado, não escondendo que às vezes, e sobretudo no início, era olhado de forma “diferente”, mas mais por curiosidade por ser ocidental.

Quanto à diferença entre países, conta que, “é gritante” e sente-se “em tudo”. “A língua é a primeira barreira porque a maioria dos chineses não fala outra língua. A comida também é muito diferente, mas para mim a adaptação tem sido fácil porque sempre apreciei comida asiática”, refere.

No país da Grande Muralha, este professor e treinador de futebol aprecia a “organização das cidades, apesar do trânsito caótico, e particularmente da limpeza das ruas” por onde passa. A poluição atmosférica é o que menos gosta. “O período de inverno traz níveis de poluição completamente fora do limite do razoável”, afirma.

Com Portugal no coração, Filipe confessa que gostaria de regressar, e “não pensaria duas vezes” em fixar-se no interior do país, mas só se encontrasse “melhores condições laborais”.





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