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“ Calote de Pobre, Imparidade de Rico”

Opinião
13-04-2018
 

As notícias continuam, dos milhares de milhões com que o Erário Publico continua a financiar a Banca. Passado o tempo, em que a culpa do descalabro tinha sido nossa, por termos gasto acima das nossas possibilidades, agora as explicações são mais técnicas “a importância da estabilidade da Banca”, “o Credito mal Parado”, “As Imparidades”. Ao que parece banqueiros e gestores incompetentes ou mesmo corruptos, emprestaram dinheiro a uns tantos, sem critérios (?) ou garantias minimamente suficientes como o fazem ao cidadão normal, e, essa gente não pagou nem vai pagar, chama-se a isto Imparidade pagamos nós. Com frequência, deparo-me na minha vida profissional, com gente a quem prescrevo medicamentos, porque em sofrimento, pois que as poupanças feitas ao longo da vida e confiadas ao banco desapareceram, porque perderam a casa por falta de alguns poucos milhares de euros, ou que por qualquer falta (Calote), tem o seu já magro salário penhorado. E, afinal esta gente talvez não necessitasse de mim nem de medicamentos, mas de uma Justiça que fosse igual para ricos e para pobres, de um estado e de políticos, que não fossem como os comentadores de futebol, mas que, ferozmente lutassem pela responsabilização dos responsáveis por este descalabro. Afinal é este dinheiro, que foi roubado, e que está a faltar na Saúde, na Cultura, no Apoio Social, no Ensino, etc.. Pois que esta cortina de fumo que tarda em ser dissipada, me faz lembrar a antiga história das “abortadeiras”, em que ninguém tocava, ainda que ilegal, com medo de encontrar no seu ficheiro, alguém importante ou próximo. Seria lamentável que assim fosse





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