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Carta aos pais e encarregados de educação sobre o regresso às aulas

Edição de 6 de setembro de 2019
08-09-2019
 

Caros Pais e Encarregados de Educação,

Hoje sabe-se que 1 em cada 5 crianças tem dificuldades visuais e quanto mais cedo forem detetadas melhor é a sua correção. Na idade escolar a visão está em pleno desenvolvimento e por esta razão é muito importante perceber, de forma periódica, se as crianças estão a ver corretamente, recomendando-se a visita anual a uma consulta de especialidade.

É através da Visão que a criança obtém mais informação para o seu desenvolvimento e para o processo de aprendizagem. A deteção precoce de algum distúrbio visual é fundamental para o sucesso escolar da criança. Caso assim não seja, a criança terá mais dificuldades em comunicar com os colegas, aprender na escola e integrar-se nos mais variados ambientes.

Uma criança com um problema visual não diagnosticado ou não tratado corretamente, poderá vir a sofrer de problemas mais graves na vida adulta, pelo que é fundamental o tratamento precoce ainda na fase de crescimento, altura que é mais fácil tratar e travar a sua evolução.

Crianças com dificuldades na aprendizagem podem estar com algum problema de visão. Muitas vezes os pais e encarregados de educação demoram a perceber, por exemplo, que o filho sofre de miopia, um distúrbio visual que torna difícil ver ao longe. Muitas vezes até são os próprios professores a dar conta desta situação.

Um dos sinais que merece atenção é quando o aluno se queixa de que não consegue ler o que está no quadro. Outros problemas bastante comuns são a hipermetropia, caracterizada pela dificuldade em ver ao perto, e o astigmatismo que pode provocar visão turva ou distorcida.

Neste regresso às aulas, é importante chamar a atenção para relevância destes sintomas, pois até mesmo a criança não os consegue identificar sozinha.

Dada a elevada flexibilidade da visão das crianças, por vezes torna-se mais difícil perceber indicadores de dificuldades. Mas é possível detetar alguns sinais que podem ser reveladores que uma criança possa não estar a ver bem:

Até dois anos de idade:

  • Falta de reação a estímulos luminosos
  • Aversão à luz
  • Lacrimejo excessivo
  • Olhos mantidos fechados por muito tempo
  • Olho desviado
  • Pupila dilatada, opaca ou com reflexo luminoso
  • Olhos vermelhos e com secreção
  • Tremor ocular

A partir dos três anos de idade:

  • Dor ou comichão nos olhos
  • Dificuldade em distinguir cores
  • Olho desviado
  • Testa franzida para focar imagens
  • Ver televisão muito próximo
  • Dores de cabeça após leitura e/ou após aulas
  • Olhos vermelhos e irritados
  • Dificuldade em ver o conteúdo escrito no quadro na sala de aula
  • Desinteresse na sala de aula
  • Lentidão ao copiar as informações
  • Aproximar demais os olhos dos livros e cadernos para ler e escrever

Mesmo que a criança não demonstre nenhum destes sintomas, é importante levá-la a fazer um exame de rotina com o oftalmologista/optometrista. E caso ela comece a usar óculos, o ideal é pensar na opção de adquirir também um modelo adaptado para as práticas desportivas.

É recomendável a criança ser vista anualmente ou em alguns casos de 6-6 meses.

O Institutoptico de Viseu deseja a todas as crianças e jovens um excelente ano escolar.

Tiago Parente, optometrista do Institutoptico de Viseu





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