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Comemorar o Dia Internacional da Mulher... fará sempre sentido!

Edição de 1 de março de 2019
03-03-2019
 

O Dia Internacional da Mulher é celebrado anualmente a 8 de março. A ideia de celebrar este dia surgiu, pela primeira vez, a 19 de março de 1911 na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, com o intuito de recordar as conquistas das mulheres na luta contra o preconceito e discriminação racial, sexual, político, cultural, linguístico e económico. Estudos realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU) comprovam que a discriminação contra as mulheres é algo predominante em inúmeras partes do mundo: acesso diferenciado à educação e direitos de propriedade, desigualdade de salários, restrição ao direito de voto, entre outros.

Em 1975, a ONU promoveu o Ano Internacional da Mulher. Em 1977, proclamou o dia 8 de março como Dia Internacional da Mulher, com o propósito de reconhecer o seu papel nos esforços da paz e desenvolvimento mundial, lutar pelo fim da discriminação, solicitando a participação plena e igualitária das mulheres na sociedade.

Ao longo dos últimos 50 anos muitos foram os esforços, que unidos, conduziram a grandes alterações no paradigma da desigualdade de género. Contudo existe ainda um longo caminho a percorrer: a prossecução no tempo dos pressupostos acima descritos (desigua ldade salarial, na ascensão profissional, maus tratos físicos e psíquicos – com penas legais consideradas leves tendo em conta a natureza destes crimes hediondos – entre outros) é um facto nas sociedades atuais a nível mundial.

Segundo dados da Associação Portuguesa de Apoio à Vitima (APAV) somente no mês de janeiro de 2019 já morreram 11 mulheres vítimas de violência. Em 2018 registaram-se 28 casos: mais 8 que em 2017. Segundo o Observatório da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) estas mortes acontecem em contextos de violência “praticada no seio de uma relação de intimidade, vivências relacionais que assentam numa lógica de poder e controlo estrutural”, que mantém as mulheres “cativas em relações aos que as vitimam”.

É da responsabilidade de todos nós dar voz às vítimas de violência – seja de que índole for – pois só denunciando se podem punir os agressores e acabar com este flagelo! Esta efeméride não deverá ser somente considerada para oferecer flores – sendo este um ato de manifesto carinho! – mas também, e principalmente, para homenagear todas as mulheres, em todo o mundo, pelo seu importantíssimo papel na sociedade e pela luta diária pela igualdade de direitos.

Emília Costa Rodrigues, enfermeira especialista em enfermagem de saúde mental e psiquiátrica da Unidade de Cuidados Continuados Viseense





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