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Cuidados com o sol

Edição de 31 de maio de 2019
02-06-2019
 

A luz solar promove a síntese da vitamina D, importante para termos ossos fortes, e, ao mesmo tempo, promove uma boa saúde mental, estimulando a produção de algumas hormonas responsáveis pela sensação de bem-estar.

Com a chegada dos meses em que temos mais sol convém relembrar alguns cuidados que devemos ter para nos protegermos dos seus malefícios, não só na praia, mas também no dia-a-dia quando estamos mais expostos.

A falta de proteção solar pode levar a um envelhecimento precoce da pele e até lesões mais graves, como cancro (melanomas p.e.).

O cancro da pele representa um terço dos cancros diagnosticados em Portugal; afeta uma em cada sete pessoas. 

Segundo, a Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo em 2017 foram diagnosticados cerca de 12 mil novos casos, sendo que destes mil correspondem ao tipo de cancro da pele mais perigoso - o melanoma.

Embora muito poderosos, os raios ultravioletas (UV) representam apenas 5% da radiação solar que atinge a Terra. 

Existem sob diversas formas. 

Os UV-A e os UV-B atingem o solo e produzem efeitos a nível da pele.

 

UV-A representam 95% dos UV que atingem a superfície da Terra. Atravessam, por exemplo, as nuvens, os vidros e a epiderme e, contrariamente aos UV-B, são indolores e penetram na pele em grande profundidade, até às células da derme.

Eles são os principais produtores de radicais livres, podem alterar as células a longo prazo e desencadear:

  • fotoenvelhecimento: provocando a perda de firmeza da pele e o aparecimento de rugas;
  • intolerâncias solares: normalmente designadas por eritema solar (vermelhidão, prurido)
  • desordens pigmentares (cloasma, manchas pigmentadas)
  • desenvolvimento de cancros cutâneos.

Os UV-B´s representam 5% dos UV que atingem a Terra. São muito energéticos e mesmo que retidos pelas nuvens e pelo vidro podem penetrar na epiderme.

São responsáveis por:

 

  • bronzeado
  • queimaduras (golpes de sol/escaldões
  • eritemas
  • cancros cutâneos.

 

Por estas razões, é muito importante proteger a pele simultaneamente dos UVA e dos UVB.

A pele dos bebés é muito sensível aos efeitos da radiação ultravioleta e, actualmente, as recomendações das principais sociedades científicas são unânimes:

  • bebés com menos de 12 meses de idade devem evitar a exposição solar direta. Contudo, não significa que os bebés devam ficar em casa até essa idade, bem pelo contrário.
  • Até aos 2-3 anos, deve-se tentar escolher um protector solar que não seja absorvido pela pele, de forma a evitar algum tipo de reacção. São os denominados protectores solares minerais
  • partir dos 2-3 anos já se podem utilizar protectores que contenham filtros químicos, tendo apenas em atenção que se deve sempre optar por protectores para crianças, com índices de protecção 50+

 

Estes conselhos são para a maioria das crianças, desde que tenham uma pele saudável. No entanto, quando estamos perante uma pele atópica, a escolha deve sempre recair por protectores especificamente desenvolvidos para essas situações e que acabam por ser semelhantes aos descritos para os bebés mais pequenos (com filtros que não são absorvidos pela pele).

 

Os principais conselhos para as crianças e adultos poderem aproveitar o Sol com segurança são os seguintes:

- A exposição solar deve ser lenta e progressiva.

- Evitar a exposição ao sol em horas de risco, entre as 11 e as 17 horas.

- Utilizar proteção adequada: chapéu de abas largas, óculos escuros, roupas frescas e protetor solar adequado ao tipo de pele. 

- Beber bastante água.

- Aplicar protetor solar 30 minutos antes da exposição ao sol nas áreas expostas, não esquecendo as orelhas, pescoço e pés.

- Renovar a aplicação a cada 2 horas e/ou cada vez que sair da água.

- Em dias de vento e nevoeiro o sol é "matreiro", queima sem darmos conta!

- A utilização de solários está desaconselhada.

 

Todos devemos fazer autoexame com regularidade devendo estar atentos ao aparecimento de sinais e manchas na pele, bem como às alterações que possam surgir (forma, aumento do tamanho, alteração da cor)

Faça o autoexame da pele com regularidade, a cada dois meses, para melhor conhecer os seus sinais e assim reconhecer as alterações que possam surgir. Qualquer dúvida em relação a um sinal consulte o seu dermatologista.

Assim, em jeito de conclusão pode-se afirmar que o Sol é óptimo e deve ser aproveitado por todos, crianças e adultos. No entanto, pode condicionar alguns efeitos nocivos na pele, pelo que importa cumprir algumas regras de segurança para se poder usufruir dos seus benefícios sem se expor aos seus riscos!


Aconselhe-se na sua farmácia.

Mónica Pereira, técnica de farmácia da Farmácia Grão Vasco





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