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Dar colo com babywearing

Edição de 2 de agosto de 2019
03-08-2019
 

A história do babywearing remete para civilizações antigas e para as culturas africanas e asiáticas onde, ainda hoje, os bebés são carregados ao colo pelas mães praticamente desde o nascimento. Esta é uma forma de transportar os nossos bebés sempre junto a nós – pais, familiares e outros cuidadores – recorrendo ao uso de porta bebés. Este conceito relaciona-se intimamente com outras duas conceções: o colo e o contacto pele com pele, sendo ambos essenciais à criação de laços afetivos, ao crescimento e desenvolvimento saudável do bebé.

O babywearing revela-se prático, confortável e conveniente; facilita a amamentação; permite a criação e fortalecimento do vínculo com o bebé; permite que pais/família/cuidadores cuidem de si e dos seus bebés mais facilmente e ajuda a prevenir a depressão pós-parto. Para os bebés, o babywearing, apresenta-se como um imperativo biológico – a necessidade de contacto, permitindo que permaneçam tranquilos durante mais tempo; reduzindo cólicas e refluxo gastroesofágico, promovendo o desenvolvimento saudável da coluna e anca do bebé, estimulando o aparelho vestibular e a visão, otimizando o desenvolvimento mental e de aprendizagem e o desenvolvimento social em segurança.

De uma forma geral, existem quatro sistemas de porta bebés ergonómicos: panos, ring sling, mei tai e mochila ergonómica. Não existe um porta-bebés ideal, uma escolha standard para todas as famílias. Cada porta-bebés tem as suas características específicas e modos diferentes de utilização, de forma a adequar-se às necessidades, estilos e preferências dos pais/família/cuidadores. Importa acautelar que independentemente do porta-bebés ergonómico que se use para dar colo, o aspeto mais importante é ter um bebé cujas necessidades de contacto, colo e segurança estejam satisfeitas, traduzindo-se em bebés e pais felizes!

Hoje em dia existe muita oferta no mercado, marcas, padrões, tecidos e diversas características. Para as famílias esta diversidade pode revelar-se dificultadora no processo de escolha e, neste caso, a realização de uma consulta com uma consultora de babywearing certificada pode ser determinante no esclarecimento de dúvidas, evitando compras desnecessárias e permitindo a escolha do porta-bebés ideal para cada bebé e família.

Não se esqueça: dar colo é dar amor!

Cláudia Quintão, enfermeira, conselheira de Aleitamento Materno e consultora de Babywearing, UCC Viseense





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