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Dia Mundial da Saúde (7 de abril) – Ontem, Hoje e Amanhã!

Edição de 12 de abril de 2019
14-04-2019
 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu, em 1948, o termo saúde como: “(…) estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença (…)”. Este conceito reflete não só o ponto de vista da doença física, mas também os aspetos económicos, políticos, da qualidade de vida e das necessidades básicas do ser humano, valores, crenças, direitos, deveres e das suas relações dinâmicas e construídas ao longo de todo ciclo vital no que o envolve.

Os dados mais recentemente divulgados pela OMS, no Relatório Europeu de Saúde 2018, destacam a manutenção da tendência do aumento da esperança de vida na região europeia, a redução da mortalidade prematura e o facto de alguns países europeus registarem os maiores níveis de satisfação com a vida. O relatório destaca os progressos alcançados na redução das mortes por todas as causas, em todas as idades, representando uma redução de cerca de 25% em 15 anos.

Globalmente, a Europa está a ultrapassar o objetivo de reduzir as mortes prematuras pelas quatro principais doenças não transmissíveis (doenças cardiovasculares, cancro, diabetes mellitus e doenças respiratórias crónicas) em 1,5% anualmente até 2020 (OMS - Relatório Europeu de Saúde 2018)”.

No que concerne a Portugal, os dados deste relatório referem que os indicadores relativos à redução da mortalidade prematura, à esperança de vida à nascença e à vacinação são extremamente positivos, em oposição aos relacionados com excesso de peso e consumo de álcool.

A OMS definiu, para 2019, dez prioridades em Saúde:

  • Combate à poluição ambiental e mudanças climáticas – entre 2030 e 2050, espera-se que as mudanças climáticas causem 250 mil mortes a mais por ano devido à desnutrição, malária, diarreia;
  • Doenças crónicas não transmissíveis – a diabetes, cancro e doenças cardiovasculares são responsáveis por mais de 41 milhões de mortes em todo o mundo, sendo que 15 milhões morrem prematuramente, com idade entre 30 e 69 anos, cuja causa seria evitável;
  • Gripe – o mundo enfrentará outra pandemia de influenza – o somente não se sabe quando e quão grave será;
  • Fragilidade e Vulnerabilidade – mais de 1,6 biliões de pessoas, 22% da população mundial, vivem em locais onde crises prolongadas e serviços de saúde mais frágeis as deixam sem acesso aos cuidados básicos de que necessitam;
  • Resistência microbiana – é impulsionada pelo uso excessivo/ incorreto de antibióticos em pessoas, animais, alimentos e meio ambiente;
  • Ébola;
  • Cuidados de Saúde Primários – primeira linha de contato com o sistema de saúde e, idealmente, deve fornecer, ao longo da vida, cuidados integrados, acessíveis e baseados na comunidade;
  • Vacinação – a relutância ou a recusa, apesar da disponibilidade da vacina, ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças que podem ser prevenidas por meio da imunização;
  • Dengue;
  • HIV.

As mudanças de estilos de vida individuais serão o principal ponto de partida para estas grandes mutações: seja mais saudável por si e por todos!

Ana Santos Oliveira, Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Comunitária da UCC Viseense





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