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Falar de cancro do pulmão

Edição de 30 de novembro de 2018
02-12-2018
 

O cancro do pulmão continua a estar extremamente presente na sociedade. Qual o panorama atual desta patologia?

Atualmente, um dos grandes desafios é conseguir diagnosticar o cancro do pulmão nas suas fases mais precoces. Este tumor pode evoluir durante anos de forma assintomática. Em cerca de 60% a 70% dos doentes o diagnóstico faz-se numa fase avançada, com uma consequente redução da sobrevivência. Em 2018 é o cancro com maior número de novos casos bem como o mais letal.

Estar alerta quantos aos sinais do nosso organismo é a chave para o diagnóstico precoce. Quais os sintomas que devemos ter em conta?

É determinante estar atento aos sintomas: tosse, expetoração e falta de ar são alguns dos mais comuns, mas é a expetoração raiada de sangue o sintoma mais alarmante para os doentes. A tosse, não muitas vezes valorizada, é atribuída ao tabaco ou a causas ambientais, levando a um diagnóstico tardio. É importante alertar para a persistência do sintoma. Se a tosse perdura ao longo do tempo, esta deve levar o doente ao seu médico assistente.

Prevenção, alerta e tratamento são as principais armas contra o cancro do pulmão. Que conselhos pode deixar aos leitores?

Os últimos anos foram de revolução em relação à investigação sobre o cancro do pulmão. A imunoterapia e as terapêuticas-alvo foram fundamentais para uma elevada eficácia e baixa toxicidade constituindo uma verdadeira revolução, mesmo em fases avançadas da doença. A implementação de um programa de rastreio para o cancro do pulmão, tal como já acontece com outros tumores, pode vir a ser uma forma de conseguir um diagnóstico precoce com consequente redução na mortalidade. A aposta numa redução dos fatores de risco, nomeadamente o tabaco em todas as suas formas, aquecido e eletrónico, é de crucial importância.





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