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Novo Banco

Opinião
13-04-2018
 

Depois de todo este tempo ainda me causa confusão, estupefação e permaneço incrédulo com o que se passou no Novo Banco, antigo Espírito Santo.

Não me causa estas sensações estranhas que o Império da Família Espírito Santo tenha ruido e descambado em processos, no mínimo, duvidosos. Continuo é atónito pela forma como se deu a “resolução” do Banco. Vejamos então:

O Presidente da Républica da altura, Cavaco Silva, tinha acabado de garantir que o banco não corria qualquer risco, já que, mesmo que houvesse uma hecatombe, como aconteceu, o Banco possuía uma almofada de segurança que acomodaria quaisquer perdas registadas. Não só não tinha qualquer almofada protetora, como resvalava numa parede imensa de betão, fria e espessa, onde batiam todas as garantias. Eis que salta para o campo de ação o Governador do Banco de Portugal a conduzir o processo de “salvação do banco” como um maçarico na primeira aula de condução. Levou tudo e todos para o espaço desconhecido, tentando convencer a nação que esta seria a melhor solução, mesmo não fazendo pálida ideia no que se estava a meter e a envolver os portugueses. Tivemos aquela sensação já experimentada 500 anos antes quando partimos para a descoberta do Novo Mundo, mas neste caso o casco furou logo na saída da doca. Com todo este circo experimentalista, afundamos também a PT, na mesma razão e velocidade com que o Trump diz bacoradas assim que vê um microfone.

Após todos estes anos volvidos, com mais de 4 mil milhões de euros atirados para um poço sem fundo, acabamos de queimar mais 450 milhões, e o fim do despojo não está sequer à vista.

Para cereja em cima deste bolo de tormentas… ainda ninguém foi preso, condenado, culpado ou mesmo responsabilizado.

É sempre bom recordar a forma responsável como nos orientamos nos tempos da Direita.





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