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O respeito não tem idade

Edição de 7 de junho de 2019
09-06-2019
 

No dia 15 de junho comemora-se o Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa. Esta data foi criada em 2006 pelas Nações Unidas e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa, tendo como objetivos refletir numa questão social sensível e acabar com a violência contra a pessoa idosa.

É preocupante e dramático que as pessoas idosas sejam frequentemente, negligenciadas, mal tratadas e abusadas e, de certa forma, esta realidade é ignorada pela sociedade em geral. Em diversas situações estes maus tratos, passam despercebidos e não são reportados, por serem praticados por familiares ou por cuidadores ligados a instituições que prestam cuidados no domicílio.

Esta problemática persiste porque na maioria das situações são os membros da família os responsáveis pelos abusos físicos, sexuais, psicológicos, financeiros e até mesmo do abandono do idoso. Dados publicados de estudos realizados, revelam que a idade, o género e a dependência aumentam o risco de abusos, sendo as mulheres as principais vítimas.

As vítimas de abuso não denunciam ou não apresentam queixa por variadas razões, por vergonha, ou por quererem proteger o agressor, porque muitas é seu familiar direto (conjugue, filho ou filha ou até mesmo netos). Muitas vezes o motivo dos maus tratos, são questões económicas, exigindo parte ou totalidade do valor da sua pensão ou o seu "pezinho de meia". Portanto, nestas situações, uma ajuda externa, seja um outro familiar, um profissional ou simplesmente, um conhecido ou vizinho é crucial na deteção deste tipo de abusos.

Tendo em conta que os cuidados necessários são normalmente prestados pelo conjugue, familiares ou prestadores de cuidados informais, que não têm qualquer formação específica ou apoio financeiro e/ou emocional adequado, torna-se imprescindível uma maior sensibilidade das entidades competentes, quer cívicas, quer políticas, para apoiar estas famílias.

A violência doméstica é considerada crime público, especialmente contra os idosos, pelo que é um dever de todos os cidadãos que tenham conhecimento de algum tipo de situação, fazer a denúncia junto das Forças de Segurança ou Tribunal. Pode também solicitar ajuda junto da sua equipa de Saúde Familiar ou da Equipa de Prevenção de Violência ao longo da Vida (EPVA).

É importante que toda a população esteja sensibilizada sobre os tipos de violência, para poder intervir e denunciar situações que vivencie ou conheça nos locais adequados.

Numa sociedade maioritariamente idosa, respeitar o idoso é respeitar o nosso próprio futuro!

Joana Macedo e Pedro Alves

Alunos do 32º Curso de Enfermagem da Escola Superior de Saúde de Viseu / UCC Viseense





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