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Rinite: o que é, sintomas e tratamentos

Edição de 17 de maio de 2019
19-05-2019
 

O que é a Rinite e como se diagnostica?

A rinite é uma inflamação da mucosa nasal e constitui uma patologia muito frequente, afetando cerca de 22% da população portuguesa. No conjunto das doenças alérgicas é, sem dúvida, a mais frequente.
O processo inflamatório provoca uma diminuição do espaço das cavidades nasais destinado à passagem do ar, dificultando a função respiratória. Esta doença pode ter como causa fatores alérgicos ou não alérgicos e manifestar-se apenas em determinadas estações do ano (sazonal) ou permanecer durante todo o ano (perene).
O diagnóstico da rinite é muitas vezes tardio por ser entendida como uma infeção comum (constipação). Em situações arrastadas e mal controladas poderá associar-se ao desenvolvimento de outras complicações como sinusite, polipose nasal, otite ou asma brônquica.

Quais os seus principais sintomas?

Os sintomas típicos da rinite são caracterizados por espirros frequentes, comichão no nariz ou garganta, corrimento nasal ou pingo no nariz, congestão nasal ou nariz entupido. A maioria dos doentes apresenta também queixas de comichão nos olhos, também descrita como sensação de presença de areias, olho vermelho e lacrimejo. Estes sintomas ocorrem quando existe concomitantemente conjuntivite alérgica.
Quando se trata de rinite alérgica, os sintomas surgem pela exposição a determinados estímulos (alergénicos) aos quais o sistema imunológico reage, provocando a inflamação da mucosa nasal. Os alergénios que estão entre as causas mais frequentes de rinite alérgica são os ácaros, os pólenes, os fungos, os epitélios de animais e o látex.

Que tipo de medicação existe para tratar e prevenir a Rinite?

Os medicamentos para o tratamento das alergias podem ser divididos em três grupos:
- Medicamentos sintomáticos, para o alívio das queixas, incluindo anti-histamínicos para o controlo dos sintomas de alergia a nível do nariz.
- Medicamentos preventivos, anti-inflamatórios, que combatem a inflamação alérgica e evitam o aparecimento dos sintomas. Os mais eficazes são os corticosteróides, por via nasal, mas existem outros medicamentos cuja prescrição resultará de uma adequada avaliação médica.
- Vacinas anti-alérgicas que, sendo dirigidas a um ou mais alergénios implicados, têm uma grande eficácia quando instituídas corretamente e sob vigilância estrita de um médico imunoalergologista. As vacinas antialérgicas reeducam o sistema imunológico para que durante muitos anos o doente seja menos sensível ao(s) alergénio(s). São tratamentos importantes, mas que só devem ser utilizados quando existe uma relação muito concreta com o alergénio, sob pena de não terem qualquer efeito terapêutico e criarem encargos desnecessários. A forma de administração mais frequente é a injeção por via subcutânea, mas existem outras, como aplicação sublingual de gotas ou comprimidos contendo extratos alergénicos.
Esta doença reduz significativamente o bem-estar físico, social e psicológico, estando associada a perturbações da qualidade do sono, do desempenho profissional e escolar, pelo que se aconselha o seu tratamento precoce.

Eugénia Almeida, imunoalergologista no Hospital CUF Viseu





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