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Sexualidade e adolescência... o que devo fazer?!

Edição de 16 de agosto de 2019
18-08-2019
 

A adolescência é um período muito particular do desenvolvimento das/dos jovens, na qual ocorre um largo leque de aquisições e modificações. Apesar de ser uma fase de transição entre a infância e a idade adulta, a adolescência é, na realidade, uma fase de extrema importância no desenvolvimento e deve merecer uma atenção e foco especiais. Neste período ocorrem múltiplas alterações físicas, psicológicas, cognitivas e sociais.

É uma fase na qual reina a experimentação, a necessidade de testar limites, através de comportamentos desafiadores e de oposição, no sentido de vincar a importância da aquisição da liberdade e da construção da autonomia individual. Estes comportamentos, na generalidade, podem ser considerados normais, no entanto, nem sempre se fazem da melhor forma, uma vez que a tempestuosidade supera muitas vezes a racionalidade.

É também a fase das paixões e dos relacionamentos amorosos, em que os jovens se deparam frequentemente com a decisão de iniciarem ou não a sua atividade sexual. Para que tal aconteça de forma salutar, é importante que os jovens estejam devidamente informados dos cuidados necessários a desenvolver antecipadamente, prevenindo a ocorrência de uma gravidez precoce e eventual maternidade ou o aparecimento de uma infeção sexualmente transmissível.

O primeiro passo a ultrapassar deverá ser a decisão, uma vez que, tanto rapazes como raparigas, deverão assegurar-se que efetivamente querem iniciar a sua vida sexual, por eles, e não por pressão da sociedade ou dos seus pares ou até mesmo do seu parceiro. A sexualidade é muito mais que o ato sexual, sendo que a forma como expressamos a nossa afetividade poderá ser feita das mais variadas formas, muitas vezes sem recurso ao ato sexual físico.

Tomada a decisão, o jovem casal deverá consultar profissionais de saúde para que estes lhes aconselhem quais os métodos contracetivos adequados às suas características individuais e os exames completares de diagnóstico indicados. Lembrem-se sempre que os profissionais de saúde estão sujeitos ao sigilo profissional e que as consultas de planeamento familiar são gratuitas, pelo que nada devem temer. A segurança deverá estar acima de todas as coisas! É preciso consciencializar que existem decisões que afetam o decurso do resto da nossa vida e que as consequências dos nossos atos nem sempre nos afetam só a nós.

Cuidem-se hoje e sempre!

Diana Fernandes, enfermeira especialista em enfermagem de saúde infantil e pediátrica na UCC Viseense





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