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Síndrome da Dor Regional Complexa

Edição de 5 de abril de 2019
07-04-2019
 

O que é a Síndrome da Dor Regional Complexa?

O Síndrome de Dor Regional Complexa é um tipo de dor intensa, crónica e que afeta habitualmente um membro (braço, perna ou as duas pernas). Tipicamente desenvolve-se depois de um traumatismo, de uma cirurgia de um acidente vascular cerebral ou de um enfarte do miocárdio. É um síndrome relativamente incomum. O tratamento é mais eficaz quanto mais precoce for realizado. Nesses casos a melhoria clínica e mesmo a remissão são possíveis. O problema da dificuldade de diagnóstico é a possibilidade de atrasar o tratamento e diminuir a sua eficácia.

Quais os principais sintomas inerentes à doença?

O sintoma mais típico é uma dor tipo queimadura no braço, perna, mão ou pé. Apenas o simples toque nessa área pode despertar dor. A pele na área dolorosa pode apresentar alterações no que respeita a temperatura, cor, textura, alteração no crescimento de pêlos ou unhas ou na sudorese. Os sintomas podem variar com o tempo e de pessoa para pessoa o que torna esta situação de diagnóstico difícil.

E as suas causas?

Não sendo completamente compreendidas, assume-se que este quadro sintomático tem origem em lesões do sistema nervoso periférico ou central resultantes de traumatismos ou outras lesões provocadas por doenças. Não se conhece em detalhe como é que um trauma, em algumas pessoas pode provocar um síndrome doloroso deste tipo e noutras não.

A nível de tratamentos, o que é que existe para a minimização dos problemas desencadeados pela síndrome?

Sendo esta patologia dominado pelo quadro de dor, os analgésicos estão na primeira linha para o seu tratamento. No entanto, no que respeita aos analgésicos mais usados habitualmente, a sua eficácia é limitada. Outros fármacos como antidepressivos e antiepiléticos são usados com eficácia superior. Na falência da medicação podem-se utilizar outras medidas como analgésicos tópicos, fisioterapia ou bloqueios nervosos através de injeções na periferia dos nervos guiadas por imagem. Mais recentemente têm-se usado protocolos de estimulação elétrica transcutânea e de estimulação magnética transcraniana. Em última linha, existem estratégias de neuromodulação com recurso a implantes cirúrgicos de eléctrodos para estimulação elétrica de nervo periférico, estimulação da medula ou mesmo estimulação do córtex cerebral.

Quais os principais conselhos a nível da prática diária do indivíduo comum que aconselha a realizar para prevenir este tipo de patologia?

Sendo que a principal causa desta patologia é o traumatismo, todas as medidas que se tomam a nível individual ou coletivo para a prevenção de acidentes são, de certa forma, preventivas para esta patologia. Quando ocorre um traumatismo está recomendado a mobilização precoce e, no caso de algumas fracturas, a toma de vitamina C. No entanto, no capítulo da prevenção, ainda não há muito a fazer uma vez que as causas deste síndrome são desconhecidas.
De maior importância é a identificação atempada do problema o que levará a um tratamento precoce e, por isso, mais eficaz. Assim, se após um trauma a pessoa desenvolver um quadro de dor dominado pela persistência (a dor não alivia apesar dos analgésicos), uma dor tipo queimadura, que não tolera o toque ou mesmo a roupa de cama, deve ser motivo para procurar o seu médico assistente ou uma consulta especializada numa Unidade de Dor. É importante identificar rapidamente o problema de modo a poder-se tratar o mais precocemente possível.





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