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Lançados alertas para quem colhe cogumelos silvestres em Aguiar da Beira

Edição de 1 de novembro de 2019
03-11-2019
 

Agora que chegou a altura de apanhar os cogumelos silvestres, o Gabinete de Micologia do município de Aguiar da Beira lançou um conjunto de conselhos e alertas a todas as pessoas que se deslocam aos espaços florestais para colher estes fungos que nesta altura do ano fazem as delícias dos seus apreciadores.

Segundo o gabinete, “a colheita deve ser feita sem prejudicar os locais onde aparecem os cogumelos”. “Não use sachos, enxadas, ancinhos ou outros utensílios que arrastem a caruma ou a folhada para encontrar os cogumelos. Use em alternativa um pau, uma navalha ou outro utensílio que não remova a camada superficial do solo”, apela o gabinete.

Quem anda no campo “deve conhecer muito bem” as espécies que são comestíveis e as que são tóxicas. “Em caso de dúvida não colha”. Os cogumelos comestíveis que têm inicialmente forma de ovo, como a Amanita ceasarea, só devem ser colhidos quando o chapéu estiver aberto, nunca em fase de ovo. Não colha os cogumelos demasiado maduros, pois estão contaminados com outros fungos e bactérias que podem ser tóxicos. Deve deixá-los no local”, alerta o Gabinete de Micologia.

O mesmo departamento do município de Aguiar da Beira aconselha as pessoas a não comerem “os míscaros amarelos (Tricholoma equestre) em grandes quantidades e em dias seguidos” e a consumirem “os cogumelos de preferência num espaço de 24 horas após a colheita”.

Em caso de acidente ou intoxicação com cogumelos, que podem manifestar-se com sintomas como vómitos, náuseas, diarreia, dor abdominal ou tonturas, as pessoas deverão contactar aos primeiros sintomas de indisposição o Centro de Informação Anti-Venenos, pelo contacto 800 250 250, ou então a linha de emergência 112. As vítimas podem e devem também dirigir-se “ao hospital mais próximo”, levando consigo “os exemplares dos cogumelos suspeitos de terem provocado a intoxicação, para auxiliar no diagnóstico”.





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