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Município de Aguiar da Beira deixa de recolher o lixo

Edição de 25 de janeiro de 2019
26-01-2019
 

A partir do dia 1 de fevereiro a recolha dos resíduos sólidos urbanos vai mudar em Aguiar da Beira. O serviço vai passar a ser realizado pela Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB), que já é responsável pela operação nos restantes concelhos que integram a Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões.

Nos últimos anos a recolha tem sido assegurada pelo próprio município. Dentro de dias vai mudar de mãos. Segundo explicou em reunião de Câmara o vereador José Tavares, era “urgente esta integração” no sistema do Planalto Beirão, caso contrário a autarquia teria que “fazer um investimento de 250 mil euros, para equipamentos afetos à recolha do lixo indiferenciado”.

Para o vereador do PSD, Fernando Pires, esta passagem do serviço para as mãos da AMRPB pode “ser benéfica em termos de custos”, ainda assim não escondeu o receio “em termos de qualidade” da operação. Alertou para a necessidade de “quantificar muito bem o número de contentores e definir rotas de recolha para não ser posto em causa o serviço prestado aos munícipes”. O social-democrata referiu ainda que este cenário possibilitará a libertação de alguns funcionários municipais para outros trabalhos, nomeadamente para “a limpeza da vila” que deve ser melhorada ainda mais.

Alertas também da maioria

A vice-presidente da Câmara, Rita Mendes, também não escondeu algum receio com a passagem da recolha para outra entidade, sobretudo no que toca “à qualidade do serviço, frequência [das voltas dos camiões do lixo] e circuitos”.

“Face à atual recolha municipal haverá uma poupança na despesa”, sublinhou, acrescentando que a manter-se esta situação “implicaria um avultado investimento, nomeadamente em viaturas”.

Contudo, “a avaliar pela recolha seletiva dos resíduos que foi efetuada no verão passado”, disse temer que “o serviço possa sair prejudicado” e por essa razão defendeu que “no caderno de encargos constassem, bem definidos, todos os locais e frequência da recolha, bem como a necessidade de reforçar a recolha em alturas de maior concentração de lixo e regular a manutenção e limpeza dos contentores, por forma a garantir que o serviço prestado não seja diferente do atual e evitar reclamações futuras”.

Desperdício de água

Em reunião do executivo foi ainda abordado o tema das perdas da água do sistema municipal, num tema levantado pela vereadora do PSD Sandra Correia, que defendeu a necessidade de o município “adotar uma estratégia de implementação de medidas de minimização” da situação.

Na resposta, o vereador José Tavares explicou que os desperdícios verificados se devem principalmente a casos de condutas “antigas e degradadas existentes por todo o concelho, ruturas frequentes e que se traduzem em desperdícios elevados”. “Muitas situações encontram-se perfeitamente identificadas e serão efetuadas intervenções de substituição das condutas no sentido de solucionar os problemas, [trabalhos] que já tiveram início na freguesia do Carapito e que terão continuidade noutras freguesias onde têm ocorrido ruturas constantes”.





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