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Candidatos à delegação de Viseu defendem Ordem dos Advogados "para o exterior"

Edição de 1 de novembro de 2019
02-11-2019
 

Duas listas concorrem à delegação de Viseu da Ordem dos Advogados que tem eleições marcadas para 22 de novembro. André Cunha lidera uma, enquanto que a segunda é encabeçada por João Ventura. Ambos querem continuar com o trabalho desenvolvido pela anterior direção para honrar uma Ordem que tem “um passado com um enorme trabalho”.

“Temos de continuar a criar condições para a profissão, principalmente nos tribunais onde ainda há constrangimentos”, começa por dizer André Cunha, que lidera uma das listas. O advogado fala, por exemplo, em locais onde há diligências que são feitas lado a lado “sem resguardo ou privacidade” entre clientes que, “muitas vezes acabam por ser contactados nas secretarias”. “É essencial criar melhores condições de condignidade e trabalho nas instituições públicas e judiciais. Enquanto nós, advogados, não pudermos ter um espaço para exercer a nossa função isto está mal”, sustenta.

O candidato defende, ainda, a criação de um gabinete de consulta jurídica para o cidadão que “não tem condições para se socorrer de apoio judiciário” e que se encontre um dia aberto, semanalmente, para ajuda a questões profissionais dos próprios advogados.

“Temos de criar condições para todos os advogados, incluindo os mais jovens, para um futuro melhor e um futuro melhor passa por criar condições logísticas, de formação, mais corporativas, combate à procuradoria ilícita, a realização de conferências e formações específicas às várias vertentes da advocacia”, sugere.

Abertura para o exterior

João Ventura, o outro candidato, sublinha que avança para Ordem, chefiando uma equipa de advogados que sentiu a vontade de dirigir a organização. Considera que não há muito a mudar, mas defende que é preciso continuar muito do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido. “Deve permanecer essa dinâmica de abertura para o exterior, focada na defesa da dignidade e do prestígio da profissão”, refere, acrescentando que a delegação deverá promover a participação de todos os colegas e apostar na proximidade entre os advogados. Para além disso, João Ventura acha que é preciso “cultivar a ligação à cidade” e para isso há que continuar a promover ações como a abertura do ano judicial e a conferência das ordens.

A formação é um problema antigo, que preocupa há anos os advogados, e que o candidato quer resolver. Nesse sentido, sugere a criação nas instalações da Ordem de uma sala com um sistema de videoconferência e que possibilitará a realização de aulas em elearning, evitando assim as deslocações para fora da região. Este espaço poderá servir também para reuniões à distância. “Também estamos a estudar formação certificada para os funcionários dos advogados”, afirma.

Um dos maiores “desafios” que João Ventura tem pela frente, caso seja eleito, está relacionado com as instalações da delegação. O advogado entende que chegou a altura de se “pensar numa solução definitiva” para a sede da organização, que tem funcionado em espaços arrendados.





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