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Autor da Pinha de Ouro contesta concurso

Edição de 12 de julho de 2019
13-07-2019
 

O criador do pastel “Pinha de Ouro” recebeu a medalha de bronze no concurso “7 Maravilhas – Doces de Portugal”, exibido pelo canal público de televisão, mas contesta e critica o regulamento. Entende que a organização do evento não respeitou o regulamento, no que diz respeito ao critério de seleção para a categoria da Inovação.

Segundo Nuno Vilareto, criador do doce, a candidatura de Carregal do Sal a este concurso deveria ter ficado em primeiro lugar e acabou por ser prejudicada, ao classificar-se em terceiro.

O pasteleiro confessou a sua desilusão e entende que as regras do concurso foram “subvertidas já que o critério da inovação não teve qualquer peso na votação final, ou, pelo menos, não teve a expressão que merecia ter tido”.

Nuno Vilareto admitiu que foi com muita “estranheza” que viu o critério da inovação ser desvalorizado, atirando com o pastel “Pinha de Ouro” para o terceiro lugar, porque a organização decidiu ignorar a regra destinada a distinguir um produto inovador, cuja “criatividade e contraste de sabores com que é confecionado tem sido um sucesso e cujas encomendas dispararam nos últimos seis meses, por ter um sabor inconfundível e único”.

Segundo Nuno Vilareto, após a prova, “registou-se um empate técnico na votação final, entre as Cavacas de Resende e o Pastel de Vouzela, acabando a organização por atribuir o primeiro lugar às Cavacas e segundo a Vouzela, e assim, na prática, a Pinha de Ouro deveria ter conquistado, pelo menos, o segundo lugar”.

O autor do pastel “Pinha de Ouro” achou que “a organização alterou as regras de jogo e desconheço, em concreto os critérios utilizados durante a votação e depois da publicação da classificação final”. “Deveriam ter sido mais transparentes”, afirmou. Apesar do sucedido e da desilusão devido às opções da organização, o pasteleiro mostrou-se muito “satisfeito e orgulhoso” com este terceiro lugar, dado que “concorremos com produtos centenários e este bolo tem apenas meio ano de existência”.

“Foi uma grande vitória – ficar à frente, por exemplo, dos Viriatos de Viseu, com um produto que tem por base o pinhão, ou seja, endógeno de Carregal de Sal”, disse.

Também a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Carregal do Sal, Cristina Borges, sublinhou que o resultado “foi uma tremenda injustiça”.

“Considerando que o único doce inovador ali presente e que cumpria na íntegra o critério da inovação, como constava do Regulamento do Concurso acabou por ser preterido”, lamentou.





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