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Casa do Passal com obra parada

Edição de 28 de junho de 2019
30-06-2019
 

As obras da Casa do Passal, onde viveu o cônsul Aristides de Sousa Mendes, encontram-se num impasse. Ainda se aguarda pela aprovação final da candidatura ao Programa Operacional do Centro do Portugal 2020 para dar seguimento à finalização dos acabamentos interiores e da qual depende todo processo de musealização. A responsabilidade da conclusão da obra está a cargo da Câmara Municipal de Carregal do Sal que assumiu a sua vontade de dar continuidade a esta segunda fase do projeto que passa pela execução dos acabamentos finais de forma a tornar o imóvel funcional e utilizável. O investimento a realizar é de quase 850 mil euros.

Rogério Abrantes, presidente da Câmara, esclareceu que o processo de candidatura ao Programa Operacional do Centro do Portugal 2020 foi submetida em tempo útil, tendo sido entregue na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) que o está a analisar. “Como é normal está sempre dependente de alguns contratempos de ordem burocrática e de alguns acertos para depois de avançar com a obra sem sobressaltos”, disse.

Sobre a questão dos encargos anuais relacionados com as despesas de manutenção, conservação do edifício, consumos de água, eletricidade e recursos humanos, Luís Fidalgo, membro do Conselho de Administração da Fundação Aristides de Sousa Mendes, sublinhou que depois de concluída a obra, esta será entregue com “chave pronta” a esta instituição a quem cabe assegurar e gerir no futuro toda a sua atividade diária e a suportar os encargos anuais que ainda nem sequer estão devidamente avaliados e quantificados.

Luís Fidalgo compreende a preocupação com demora na execução e avanço das obras, tendo em conta que se trata de um imóvel importante, com história e onde está guardada a memória do “cônsul que ali habitou e sacrificou os interesses pessoais em prol dos refugiados do holocausto”.

Alvo de uma primeira intervenção em 2014, a Casa do Passal já se encontra remodelada a nível das paredes exteriores e da cobertura, cuja obra que custou 400 mil euros deveria estar pronta no final de 2018 e de portas abertas ao público no início de 2019, o que até agora ainda não aconteceu.

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o Governo, através do Ministério da Cultura, para saber “quais são os motivos do atraso da obra e para quando é que se prevê o seu reinício, com vista requalificação e musealização da Casa do Passal e para quando se prevê a sua conclusão”.





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