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Guerra entre presidentes socialistas

Edição de 5 de julho de 2019
07-07-2019
 

Na última Assembleia Municipal de Nelas, Borges da Silva, presidente da Câmara, em resposta à oposição, que o acusou de gastar 14 mil euros com o Herman José, virou-se para o concelho vizinho de Carregal do Sal e disse que “preferia gastar dinheiro no Herman José e ter obras nas ETAR’s do que gastar um dinheirão, quase 100 mil euros em festas e festarolas, mas não ter obras nas ETAR’s”, numa referência às festas do concelho de Carregal do Sal.

Palavras que não ficaram sem resposta. Rogério Abrantes, autarca de Carregal do Sal, relembrou que “a área do ambiente é uma prioridade do mandato” e que não vai precisar de empréstimos, para executar as obras “num investimento global de 3,2 milhões de euros”. O presidente do município carregalense não se ficou por aqui, acrescentando que não recebe lições de gestão. “Sei o que valho, até porque em cinco anos o meu executivo já baixou a dívida que encontrou, em mais de 2,5 milhões de euros, continuamos a fazer obra, sem nunca recorrer à banca”. Reforçou ainda, que Carregal do Sal tem uma “das mais sólidas e folgadas situações financeiras das 308 autarquias do país”.

"Guerra" antiga

O mal-estar entre os dois autarcas socialistas não é de agora. Vem de maio de 2017, altura em que Borges da Silva tentou seduzir empresas instaladas no Parque Industrial de Oliveirinha (Carregal do Sal), como foi o caso da DS SMITH, para uma das Zona Industriais de Nelas a quem prometeu vender terrenos a um preço “baixíssimo por metro quadrado”.

Outro caso de “sedução” foi com a empresa metalúrgica de Beijós, Loureiro & Filhos, a quem o presidente de Nelas ofereceu uma vasta área de terreno no espaço envolvente dos Fornos Eléctricos, em Canas de Senhorim. A empresa acabou por instalar-se também no Parque Industrial de Oliveirinha, onde investiu cerca de 1,2 milhões de euros.

Assédios do presidente da Câmara de Nelas, que levaram o autarca de Carregal do Sal, a denunciar o que designou como “concorrência desleal”. “Sou totalmente a favor da industrialização, mas não a qualquer preço, e numa concorrência desleal com os concelhos vizinhos”, frisou na altura Rogério Abrantes.





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