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Onde havia mato, agora há vinho

Edição de 3 de maio de 2019
04-05-2019
 

O que era um terreno inculto de mato impenetrável, é hoje uma vasta área de vinha, com castas de eleição. O produtor, António Vicente Marques, é advogado em Angola, profissão que consegue conciliar com a de viticultor em Oliveirinha no concelho de Carregal do Sal. O jurista diz que não quer ficar só pela viticultura. Admite que gosta da terra e das atividades campestres e, por isso, também pensa em produzir mel, azeite e queijo da Serra da Estrela de Denominação de Origem Protegida (DOP).

Para começar decidiu investir 5 milhões de euros para transformar, em novas vinhas, o mato de uma área de terreno que adquiriu em Carregal do Sal. Conta com a colaboração do enólogo António Narciso. Decidiu manter a tradição, por isso, aposta em castas nativas, como a Touriga Nacional ou a Tinta Roriz. Alfrocheiro Preto e o Jaen. Mas também, quer recuperar outras caídas em desuso e na região e fazer novas experiências com castas francesas como o Syrah ou o Pinot Grigio (ou Gris).

Aos 22 hectares de vinha, juntou um hectare de floresta de carvalhos que decidiu preservar, mais três com oliveiras centenárias ali replantadas. Também já possui um rebanho com 70 ovelhas, a pensar numa queijaria que apenas irá produzir queijo “Serra da Estrela de Denominação de Origem Protegida (DOP), e 80 colmeias que quer multiplicar até às 200 para extrair mel. Tudo na Quinta de Dom Vicente, em Oliveirinha, concelho de Carregal do Sal.

Com este regresso às origens, o jurista de 52 anos, quer provar que “é possível reverter o abandono das terras que tem marcado o país nos últimos anos”. “E gostava de motivar e espicaçar mais pessoas a fazerem o mesmo”.





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