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Pratos e doçaria com sabor a pinhão são novas propostas para levar à mesa

Edição de 8 de fevereiro de 2019
09-02-2019
 

Com o aumento das plantações de pinheiro manso em Carregal do Sal, associado ao crescimento da produção de pinha e do pinhão, tem aparecido uma série de novos produtos gastronómicos que começam a gerar mais-valias e maior valor acrescentado para o concelho.

O desafio começou por ser lançado a várias associações culturais e recreativas, mas também a alguns produtores privados que deitaram mãos à obra e, nos últimos anos, começaram a produzir e a confecionar novos produtos gastronómicos onde é usado este fruto seco que começa a ganhar cada vez mais apreciadores.

Arroz de passas com pinhão, o pastel de pinhão, prato de cogumelos com pinhão, compotas de pinhão, tarte de pinhão, alheiras e salsichas de pinhão e a “Cerveja Artesanal de Pinhão” são alguns dos novos pratos e produtos que entraram na gastronomia local. Muitos são feitos artesanalmente, ou seja, não têm grande expressão em termos industriais, mas já estão a ser aproveitados pela indústria da restauração. Por exemplo, o arroz de passas com pinhão é uma especialidade confecionada em restaurantes da região, tal como sucede com as alheiras e as salsichas com pinhão que são produzidas pelo “Talho do Luís Fumeiro Flor de Sal”.

Já o pastel de pinhão é uma especialidade cujo fabrico é da autoria da pastelaria “O Salinas”, também em Carregal do Sal, e que foi recentemente lançado durante a 5ª Edição da “Feira da Pinha e do Pinhão/ Saberes e Sabores de Terras de Carregal do Sal”, onde conseguiu obter o 1º prémio do concurso “O Melhor Pastel de Pinhão”.

A restante doçaria, como a tarte de pinhão, as compotas ou as bolas são confecionados artesanalmente por especialistas em doces caseiros, tradicionais e conventuais, que os fazem por encomenda, só para quem gosta de produtos genuinamente regionais.

E quando se fala destes produtos, vale a pena olhar não só ao seu valor gastronómico, como também monetário. Por exemplo, na tarte confecionada pelas mãos de Clara Loureiro foram utilizadas 250 gramas de pinhão que custa 60 euros por cada quilo. Depois de pronta, o valor dela ronda os 40 euros. Uma fatia entre quatro e cinco euros.





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