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Acaba coligação "pela nossa terra"

Castro Daire, coligação, fim
08-10-2018
 

Centristas acusam o residente da Câmara de ter esquecido o partido e chegam a dizem apesar da alteração do partido da governação nada mudou no concelho. Paulo Almeida estranha “divórcio” e refuta críticas dos populares

Chegou ao fim o “casamento” entre o PSD e o CDS em Castro Daire que ajudou a tirar do poder o socialista Fernando Carneiro, que durante dois mandatos governou a Câmara Municipal. A coligação “Pela Nossa Terra” foi formada para as eleições autárquicas de outubro do ano passado e não resistiu um ano. O “divórcio” foi pedido pelo Partido Popular.
O presidente da concelhia democrata cristã diz que a coligação foi abandonada porque “o PSD ignorou completamente que tinha um parceiro”. Carlos Rodrigues frisa que o CDS tinha “propostas a apresentar”, queixando-se de só ter reunido uma vez com Paulo Almeida, o presidente da autarquia, mesmo tendo havido em maio o compromisso de passarem a ser feitos encontros mensais entre as duas forças políticas. Como as reuniões nunca foram agendadas, os centristas decidiram “pôr um fim à coligação”.
“Pensávamos que a política ia mudar [com a saída do anterior presidente, Fernando Carneiro], que íamos ter um rumo diferente, acontece que passado este tempo verificamos que tudo se mantém igual. Continuamos a gastar dinheiro naquilo que nós achamos que é supérfluo, como festas e coisas do género e depois deixa-se sem funcionar as nossas Termas na época alta, coisa que consideramos incompreensível e inadmissível”, afirma Carlos Rodrigues. O líder do CDS aponta ainda o dedo ao funcionamento do gabinete de apoio do executivo municipal, que emprega muita gente, quando a prioridade da autarquia devia passar pela captação de investimento.

Carlos Bianchi poderá ficar apenas como deputado
Na Câmara, os democratas cristãos não possuem nenhum elemento. Têm apenas um eleito na Assembleia Municipal e que é o primeiro secretário do órgão autárquico. Carlos Bianchi garante ao Jornal do Centro que não se vai demitir da Assembleia com o fim da coligação, e que também não tem motivos para abandonar a mesa. “As funções apenas exigem garantias de imparcialidade e eu tenho mostrado isso, agora o parceiro de coligação terá que decidir se me mantém ou não”, sustenta.

Uma estranheza que já era prevista
O presidente da Câmara recusa a ideia de nada ter mudado no concelho depois de ter tomado posse. Paulo Almeida “estranha” que o CDS tenha decidido romper com o PSD precisamente no dia (2 de outubro) que tinha enviado um e-mail para se encontrar esta sexta-feira (5 de outubro) com a concelhia centrista para debater o próximo orçamento municipal. “Tudo o que foi estabelecido no acordo de pré-coligação foi cumprido à risca. De qualquer das maneiras, não é uma situação que estranhe porque, com a alteração dos órgãos sociais do CDS em Castro Daire, o rumo, o posicionamento passou a ser algo diferente”, defende.
O autarca vai ainda mais longe nas críticas à Comissão Política do Partido Popular, que “em maio também sugeriu a integração de alguém” da força partidária no gabinete de apoio e agora vem criticar os gastos desse mesmo departamento do município. Também quanto à questão das Termas e da atração do investimento, Paulo Almeida entende que o CDS tem “falta de coerência”. Sobre a manutenção de Carlos Bianchi na mesa da Assembleia, o presidente da Câmara diz que esse é um assunto que ainda não foi pensado.





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