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Castro Daire é o segundo concelho do país com mais incêndios

Edição de 29 de março de 2019
30-03-2019
 

Os números não enganam. Houve um aumento de 24 incêndios nos dois primeiros meses do ano, comparativamente ao ano passado. Em janeiro e fevereiro de 2019, Castro Daire teve 48 incêndios registados.

Segundo a GNR, a principal causa dos incêndios é a negligência, “devido à realização de queimas e queimadas, em que as pessoas acabam por perder o controlo do fogo”.

Quem partilha a mesma opinião é Fernando Albuquerque, segundo Comandante dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, explicando que no concelho se “recorre ao fogo como forma de eliminar os sobrantes agrícolas e florestais”. “O problema é que aquilo que era feito há 20 ou há 30 anos ainda continua a ser feito. As pessoas, por norma, as mais idosas, não acompanham o evoluir das alterações climáticas. O que era possível, naquela altura, fazer com segurança, neste momento não o é”, porque “os matos deixaram de ser limpos, os campos de ser cultivados e a floresta de ser cuidada”, remata o segundo Comandante.

“Há situações que são provocados por queimas para a renovação de pasto, mas com a seca que atravessamos, as ignições propagam-se de forma muito rápida”, explica Fernando Albuquerque.

Os Bombeiros Voluntários de Castro Daire têm uma equipa de intervenção permanente, constituída por cinco elementos e, segundo Fernando Albuquerque, os Bombeiros Voluntários de Farejinhas já têm um protocolo assinado para outra que iniciará funções em abril. Em relação às equipas de sapadores florestais, que têm competência para fazer apenas a primeira intervenção, Castro Daire conta com três, com a possibilidade de aumento para mais duas a médio prazo.

Em termos do trabalho de vigilância e limpeza, que é competência destas mesmas equipas, “não se faz da noite para o dia e leva o seu tempo”.

O segundo Comandante não tem dúvidas de que grande parte do trabalho para pôr fim a esta situação passa pela consciencialização das pessoas, porque, “Portugal sem fogos depende de todos”. “O cidadão não pode ter comportamentos de risco”, reitera.

O país tem estado em alerta nos últimos dias e, por isso, foi proibida a realização de queimadas e de queimas de sobrantes agrícolas e florestais, devido ao risco de incêndio florestal.





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