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Contra o lítio e a favor de nus na ESEV. Há petições para tudo e todos

Edição de 6 de setembro de 2019
07-09-2019
 

A criação do Centro Interpretativo do Estado Novo em Santa Comba Dão gerou uma onda de contestação a favor e contra e levou à criação de petições públicas com os promotores e subscritores a “medirem” forças. “Museu de Salazar sim” e “Museu de Salazar não”, estas foram as últimas duas que surgiram na plataforma online “Petição Pública”.

A primeira, com mais de 18 mil assinaturas, já foi encerrada por “ter cumprido o objetivo”. A segunda ainda está ativa, assim como dezenas de outras que andam à volta da figura de Salazar. Algumas surgiram recentemente, outras são mais antigas. Pelo menos cinco petições pedem que seja devolvido à Ponte 25 de Abril, em Lisboa, o nome de Ponte de Salazar, e há uma outra, subscrita por quatro pessoas, que apela à devolução da estátua do antigo ditador a Santa Comba Dão, sua terra natal. Dezasseis pessoas assinaram a petição “Queremos clonar António de Oliveira Salazar o Obreiro da Pátria”.

A polémica à volta da antiga figura do Estado Novo voltou a ficar acesa quando o município de Santa Comba Dão anunciou a requalificação da antiga escola primária para instalar um centro interpretativo que, diz, serve para dar a conhecer e investigar a história de Portugal durante o tempo da ditadura.

Contra o lítio e pela abertura de um Ikea

Com mais ou menos subscritores, numa pesquisa pela plataforma encontram-se várias petições que dizem respeito a assuntos relacionados com o distrito de Viseu. Contra a prospeção e pesquisa de depósitos minerais, como o lítio, em território português é um dos assuntos que já levou à criação de vários pedidos. Numa das petições, é solicitada uma discussão em Assembleia da República sobre os “impactos ambientais severos induzidos pelos processos e procedimentos de exploração e extração de minérios, principalmente as explorações a céu aberto”. O documento tem mais de duas mil assinaturas, embora existam outros sobre a mesma temática.

Além das questões ambientais, a saúde ocupa também um lugar de destaque nesta forma de reivindicação. Pela internet correm petições a pedir condições dignas no Centro Hospitalar Tondela Viseu, obras nas urgências e a construção do centro oncológico ou “Radioterapia em Viseu, Já!”.

Seguem-se as petições relacionadas com as acessibilidades. No topo está a petição que reuniu mais de 18 mil assinaturas a pedir “obras urgentes de requalificação do IP3”. Esta via que liga Viseu a Coimbra é, aliás, objeto de vários pedidos. São, pelo menos, oito petições, a pedir intervenções. A estas juntam-se as que requerem o fim das portagens na A25 e A24. Ainda no capítulo das acessibilidades, uma das mais recentes e subscrita por autarcas da região de Lafões exige “a requalificação da EN16 Termas de S. Pedro do Sul/Vouzela”. Perto de 1000 pessoas já a assinaram. Uma outra - “por uma ligação Rodoviária rápida da Ponte da Ermida a uma das auto estradas A4 ou a A24” – estava assinada por mais de 800 cidadãos.

Os assuntos que levam à criação de uma petição são variados. Por exemplo, pelo menos 202 pessoas pediram a demissão da vereadora do desporto na Câmara de Viseu e do seu chefe de gabinete. Uma quer que Carlos Peres “Pardal” seja embaixador de Viseu. Há também quem tenha subscrito a reivindicação de “Eleições Autárquicas em Viseu – Já!” e a divulgação das contas da Viseu Marca, empresa gestora da Feira de S. Mateus. Bastantes pessoas querem a abertura de um IKEA e de uma Primark em Viseu. Para as freguesias também há pedidos. Gás natural no Campo, fibra ótica em Bodiosa e melhores comunicações em S. Pedro de France.

Depois há as questões menos abrangentes, mas que mesmo assim também fazem “furor” entre a comunidade. São os casos do pedido para que haja modelos nus na Escola Superior de Educação de Viseu, uma petição que já tinha sido assinada por mais de uma centena de pessoas, o mesmo número que pediu a presença do grupo musical Átoa em Viseu e que se concretizou com a atuação da banda na Feira de S. Mateus.





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