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João Azevedo fica "quieto" na Assembleia da República

Edição de 1 de novembro de 2019
02-11-2019
 

O recém-eleito deputado do PS João Azevedo está “longe” de ficar à frente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), apesar deste ter sido um cargo que lhe era atribuído em “surdina” dentro da família socialista e em compensação por não ter ficado no Governo quando lhe era apontado um lugar no Ministério da Coesão. Mas, ao que tudo indica, o antigo presidente da Câmara de Mangualde ocupará apenas o lugar para o qual foi eleito na Assembleia da República.

O nome do socialista era apontado para substituir Ana Abrunhosa, que foi ocupar a pasta de ministra da Coesão Territorial, uma vez que o ex-autarca até já foi presidente do Conselho Regional do Centro.

Mas a escolha também não estava a cair bem no meio autárquico. O presidente da Câmara de Viseu, A lmeida Henriques, disse que estaria contra uma eventual escolha de João Azevedo para liderar esta entidade, uma vez que “não dá garantias de independência”. “A nomeação não pode recair numa figura partidarizada”, reafirmou o social-democrata.

O que fizeram os secretários de Estado que ainda o são?

Sem João Azevedo, sempre ligado ao aparelho socialista e próximo de António Costa, secretário-geral do PS, de Viseu mantém-se no Governo Rosa Monteiro, secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, que na anterior legislatura foi responsável por, entre outras medidas, implementar em todas as escolas a Estratégia Nacional da Educação para a Cidadania onde são de tratamento obrigatório as temáticas de igualdade de mulheres e homens e também a não descriminação.

Outro pilar da estratégia que foi levada a cabo pela governante, que chegou a ser vereadora na Câmara de Viseu, foi a prevenção e combate à violência sobre as mulheres, tendo sido criada uma equipa multidisciplinar que tem como responsabilidade melhorar a qualidade e a comunicação de informação entre as várias entidades públicas por forma a definir medidas para uma resposta imediata após a apresentação de queixa ou de denúncia.

A diferença salarial de género para as mesmas funções foi uma das matérias que a secretária de Estado “abraçou na última legislatura”, mas que ainda não atingiu os patamares que advogava. O valor encurtou-se, mas ainda existe e é uma das matérias que a governante quer continuar a tratar na nova legislatura.

Com a mesma pasta que teve na última legislatura, João Paulo Rebelo mantém-se à frente do Desporto e da Juventude. O viseense assume-se como um dos responsáveis por levar para Viseu a sede da nova Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto e ainda por promover o desporto inclusivo e lançar o programa de reabilitação de instalações desportivas. Apanhado no meio de polémicas dos grandes do futebol, por causa do Conselho de Arbitragem, das interdições nos estádios e das claques ilegais (a nova lei do desporto diz que as claques fiquem em zonas específicas do estádio, e com os adeptos identificados); o secretário de Estado fez questão de realçar que o dever é o do cumprimento da lei e que é preciso fazer “trabalho conjunto” para conseguir “erradicar a violência” do desporto português.





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