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Câmara de Lamego precisa de consenso político para ter dinheiro e avançar com obras

Edição de 6 de setembro de 2019
06-09-2019
 

O presidente da Câmara de Lamego volta a apelar a um consenso político para fazer face ao “déficit” crónico nas finanças da autarquia, numa altura em que é preciso iniciar as obras contratualizadas no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU). “A tarefa é ciclópica, mas iremos levar isto a bom porto com a participação de todas as forças políticas”, espera Ângelo Moura que já fez saber que o equilíbrio terá de ser atingido quer com o aumento de taxas, quer com a redução de despesa.

“Temos necessariamente de procurar o equilíbrio financeiro, por um lado, pelo aumento da receita, nomeadamente o aumento de taxas, e, por outro, pela via de despesa com rigor. A acrescer a isto, neste momento, foram desenvolvidos todos os trabalhos necessários para o início da execução dos projetos apresentados no âmbito do PEDU. Estamos na altura de iniciar a obra e tem de haver aqui uma colaboração, porquanto há uma parte que fica a cargo do município”, acrescenta.

O autarca acredita que o consenso vai ser possível e diz que, depois do entendimento, o primeiro passo a dar é a criação de um grupo de trabalho que irá definir as medidas de ajustamento. “Um trabalho que tem de ter já consequência na elaboração do próximo orçamento municipal”, sustenta o autarca socialista.

“Tenho vindo a fazer essa insistência. Os vereadores mostraram disponibilidade de colaborar mas até hoje ainda não se conseguiu criar consenso quanto às medidas efetivas que contribuam para a regularização da situação”, esclarece.

Ângelo Moura lembra que o município está debaixo do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF) desde 2015, mas “nunca foram tomadas as medidas sérias capaz de iniciar o caminho do equilíbrio”. “Nos últimos dois anos, fruto de uma gestão rigorosa, pelo menos foi travada a curva do desequilibro, há sinais positivo, mas são ainda muito ténues”, realça.

Em dezembro de 2018, o município de Lamego tinha um saldo negativo acumulado de 80 milhões de euros.





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