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Legislativas: partidos posicionam-se para o arranque da pré-campanha

Edição de 9 de agosto de 2019
09-08-2019
 

Hélder Amaral, candidato do CDS por Viseu às eleições de 6 de outubro diz que lidera uma lista com representatividade distrital e que está pronto para “continuar o trabalho”. O conselho nacional do CDS-PP já aprovou as listas de candidatos a deputados. Em Viseu, o nome de Hélder Amaral já era conhecido desde abril, tendo sido agora aprovados os restantes nomes.

Em segundo lugar surge, de Lamego, Maria da Ascenção Amaral, seguindo-se Maria Graça Canto Moniz, de Viseu. Em quarto lugar está António Diniz, de Tondela. Proposto por Nelas, em quinto lugar aparece Paulo Duarte, que tem sido um dos críticos à liderança de Hélder Amaral nos órgãos partidários distritais. A lista termina com Magda Grilo (Moimenta da Beira), José Manuel Figueiredo (Lafões) e Paulo Jorge Tolda (Armamar).

“É uma lista como sempre pretendi, uma que representasse todo o distrito. Nós temos o maior distrito do país e todo ele junto é uma força muito grande, e nós quisemos trazer isso mesmo para a lista”, explicou Hélder Amaral.

O deputado com assento na Assembleia da República desde 2002, aproveitou para realçar o trabalho que tem realizado. “Não tenho falsas modéstias. Eu gostava de saber qual é o deputado que mais trabalha no Parlamento, quer em termos de afirmação nacional quer distrital. Eu digo que sou um deputado com visibilidade nacional e realidade regional, mas é porque eu trabalho”, remata.

JSD desagradada por ser “suplente”

Também já com as listas fechadas e com a pré-campanha em preparação está o PSD. Fernando Ruas está na liderança de uma equipa que acabou por ser aquela que a Distrital tinha praticamente proposto. Mas, nem todos ficaram satisfeitos. O nome apontado pela Juventude Social Democrata (JSD) acabou por cair para os lugares de suplentes, o que criou alguma tensão. Isto porque, ao ter havido a imposição da Direção Nacional para incluir Domingos Nascimento (Tarouca) na sétima posição, o nome apresentado pelos jovens acabou por ser relegado. “Houve realmente uma demonstração de desagrado. Mas contamos com todos para esta campanha”, salientou fonte social-democrata.

A sucessão de João Azevedo

Entretanto, o candidato do PS, João Azevedo, diz que está “pronto” para enfrentar os eleitores, enquanto que em Mangualde, onde é presidente da Câmara, também já se prepara a sua sucessão.

O autarca deverá suspender o seu mandato a 6 de setembro e pedir a renúncia antes de 6 de outubro. No lugar deverá ficar, por enquanto, Elísio Oliveira, atualmente vice-presidente. Mas, para 2021, já há candidatos socialistas a posicionarem-se para “tomarem” a autarquia. Marco Almeida, atual líder da concelhia e presidente da Junta de Freguesia de Mangualde que tem mais de 50 por cento dos eleitores, é um deles. Há outros nomes que também querem fazer parte da “história”, entre eles Filipe Pais, que está no gabinete do secretário de Estado do Desporto e Juventude, e Luís Coimbra, atual presidente da Assembleia de Freguesia de Mangualde.

Para já, e até 6 de outubro, João Azevedo disse que o objetivo passa por discutir o presente e o futuro. “Estamos aqui para assumir as responsabilidades da governação dos últimos anos. Sabemos o que correu bem e o que correu menos bem, mas estamos aqui principalmente para discutir o presente e o futuro, que é resolver os problemas dos viseenses”, afirmou.

Problemas esses que, segundo o também presidente da Câmara de Mangualde, passam pela saúde, pela ferrovia e pela rodovia, onde mencionou o investimento nas obras no IP3.

António Barreto, mas o de Viseu, pelo Nós Cidadãos!

O professor viseense António Barreto é o cabeça de lista do Nós Cidadãos! pelo distrito. Vários jornais noticiaram que o cabeça de lista por Viseu era o sociólogo e ex-ministro António Barreto, mas tudo não passou de uma confusão. O Nós Cidadãos! esclareceu que, afinal, o verdadeiro cabeça de lista era um outro homem, natural de Viseu, com o mesmo nome. Ao Jornal do Centro, António Barreto disse que o distrito de Viseu está abandonado e que é preciso intervir.

“Não basta estarmos sentados no nosso sofá a mandar umas bocas no Facebook, mas não fazermos nada. O nosso distrito está muito sozinho, triste e abandonado e tem de se fazer qualquer coisa. Temos de ser nós e não vamos deixar nas mãos dos outros, para que depois se esqueçam. O objetivo é seguir para Lisboa, mas não esquecendo Viseu”, afirmou.

As portagens e as acessibilidades na região são algumas das preocupações do candidato.

António Barreto, que dá aulas no Algarve, junta-se assim a outros candidatos como Fernando Ruas do PSD, João Azevedo do PS, Hélder Amaral do CDS, Bárbara Xavier do Bloco de Esquerda, Miguel Tiago da CDU, Carolina Almeida do PAN e Pedro Escada do Aliança.





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