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Certificar para aumentar exportação

Edição de 6 de setembro de 2019
08-09-2019
 

Foi há cerca de seis anos que a Cooperativa dos Agricultores de Mangualde (COAPE) integrou a fileira dos frutos vermelhos, entre eles o mirtilo. Desde essa altura que a produção tem vindo a aumentar.

Este ano, a cooperativa avançou para a certificação de todo o processamento do fruto, a pensar em novos mercados. “Estamos a falar de uma evolução natural após cinco anos ligados à fileira da produção dos pequenos frutos, nomeadamente do mirtilo”, explica o presidente da COAPE.

O avanço para a certificação do manuseamento, no que diz respeito às condições de higiene e segurança no trabalho, deve-se, segundo Rui Costa, às exigências do mercado, acima de tudo, internacional “que nos obriga a criar um conjunto de regras e adequações necessárias para poderemos responder às solicitações e às regras comerciais dos países do norte da Europa”. Em causa está o mercado inglês que exige procedimentos “rigorosos”, desde a plantação, à colheita (conservação, embalamento, passando pelas condições do local do processamento (com balneários, casas de banho específicas, refeitório), e pela receção da fruta.

Com a certificação, a COAPE tem em vista possíveis novos clientes. “Estamos a criar condições para que ainda este ano possamos entrar em mercados que até aqui não nos era possível porque não tínhamos esta certificação”. “Temos condições para sermos competitivos com outros mercados, entre eles a Espanha e a Polónia”, explica o responsável acrescentando que a cooperativa apostou também “numa máquina processadora que nos permite aumentar a capacidade de resposta face às encomendas”.

O presidente da COAPE conta que existia “um défice de resposta face ao volume de toneladas que todos os dias nos chegam e com o equipamento passamos a ter capacidade de processar seis toneladas por hora”. O que significa que a fruta colhida é mais rapidamente enviada para o cliente.

O passo para a certificação do centro de processamento de pequenos frutos representa um investimento da cooperativa na ordem do meio milhão de euros. Um processo que fica concluído no final da campanha de colheita quando for feita uma inspeção a todo o processamento, nos meados deste mês de setembro.

Colheita de mirtilo aumenta cem por cento

Desde junho que a COAPE está na fase de colheita nos oitenta produtores da região que no total abrange uma área de cerca de 84 hectares. Nas primeiras semanas a cooperativa recebia por semana cerca de vinte toneladas. “Do ano passado para este ano tivemos um crescimento na ordem dos cem por cento no volume de fruta comercializada”, conta Rui Costa acrescentando que este ano a produção ronda as quatrocentas toneladas.

Esta é uma altura do ano em que a colheita do mirtilo conta com cerca de 700 postos de trabalho “dando um contributo para a economia local”.

Há cinco anos quando arrancou em Mangualde a fileira dos frutos vermelhos a produção era encaminhada ara Espanha, sendo que atualmente a exportação abrange também a Suécia, Dinamarca, Inglaterra, França, Alemanha, Luxemburgo, Bélgica, entre outros como o Brasil (fora da Europa).

Segundo o presidente da COAPE, a revisão de produção para o futuro (dois ou três anos) é chegar a um milhão de quilos.





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