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Opel Combo sai de Mangualde para o mundo

Edição de 4 de outubro de 2019
05-10-2019
 

Com a chegada do mês de outubro arrancou, na fábrica de automóveis de Mangualde, a produção em série do novo modelo da Opel Combo. É a primeira vez que a empresa está a produzir viaturas para a Opel, desde 2017, altura em que a marca passou a integrar o grupo PSA. Segundo a empresa, a produção do modelo Combo será partilhada com a fábrica de Vigo, em Espanha. Até ao final do ano, a unidade fabril espera produzir cerca de duas mil viaturas da nova marca.

Segundo o administrador da fábrica, “este novo produto vai possibilitar uma maior estabilidade e flexibilidade dos volumes de produção, para responder a um mercado automóvel volátil e cada vez mais exigente”. José Maria Covelo refere-se a “um fator histórico, tendo em conta que é a primeira vez que se produz veículos da marca Opel na fábrica de Mangualde”.

Para receber a produção do novo modelo, o centro de Mangualde realizou diversas “modificações técnicas” e ajustes como é o caso da produção dos novos modelos da Peugeot Partner e Citroen Berlingo (modelos K9), no final de 2018, que também são produzidos de forma partilhada com a fábrica de Vigo.

Segundo a administração da PSA, a produção do modelo Opel Combo (versão familiar e comercial) irá corresponder a cerca de 10 por cento da produção total. A chegada de uma nova marca à fábrica de Mangualde não significa um aumento de trabalhadores porque, como diz José Maria Covelo, uma vez que “não há aumento de produção, também não haverá reforço de mão de obra. O administrador acrescenta que os colaboradores “estão muito orgulhosos com a produção de mais uma marca automóvel”. “Mangualde continua a enfrentar novos desaf ios e a adaptar-se a diferentes realidades, construindo o seu caminho para um futuro de excelência”, realça.

Portugal, Espanha, França e Itália são os principais mercados de destino dos modelos Opel Combo.

Para os próximos tempos, a empresa pretende manter o terceiro turno. Ainda assim, a unidade fabril refere que a manutenção da terceira equipa “vai depender da resposta dos mercados aos modelos produzidos no centro de Mangualde e do contexto atual da indústria automóvel relacionada com a redução das emissões de CO2”.

No conjunto dos três modelos (Partner, Berlingo e Combo), a PSA Mangualde estima produzir cerca de 78 mil veículos. De janeiro a setembro, deste ano, foram fabricados 56 mil e 400 exemplares.

Greve ao trabalho extraordinário continua

O protesto que começou a 13 de julho contra as horas extraordinárias e a bolsa de horas continua a opor trabalhadores e administração da PSA Mangualde. Os colaboradores queixam-se de desgaste físico e psicológico e da falta de tempo para a vida familiar e social. Em causa estão ainda “pressões e chantagens” que segundo a comissão de trabalhadores, “alguns responsáveis fazem aos colaboradores”.

“A greve é para continuar até ao final do ano”, refere o sindicalista Telmo Reis, apesar de assumir que o número de aderentes tem vindo a diminuir “ligeiramente”. Redução que atribui ao facto dos trabalhadores “estarem a ser intimidados” pelas chefias e administração.

Do lado da empresa, José Maria Covelo, reforça que enquanto a greve durar “não há diálogo possível”, acrescentando que a “fraca adesão à greve já não tem impacto na produção”.





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