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Mortágua ambiciona ser capital das energias renováveis

Edição de 21 de junho de 2019
22-06-2019
 

A meta para ser dentro de uma a duas dezenas de anos a futura “Capital das Energias Renováveis” está traçada.

A afirmação é do presidente da Câmara Municipal de Mortágua, José Júlio Norte, que garante que as bases para seguir esse caminho estão lançadas. “Muito trabalho já foi feito nesta área no concelho, mas não basta e, isso resulta de uma ideia que começou há uma dezena, ou mais anos, para que os resultados neste setor de desenvolvimento económico sustentado possa ser cada vez mais um fim a atingir, o mais rapidamente possível”, disse o autarca.

Tratando-se Mortágua de um dos concelhos do país que mais contribui para a redução da taxa de dióxido de carbono (CO2) a nível nacional, o autarca lembrou que, por exemplo, Mortágua “é um dos concelhos com a capitação mais elevada na recolha de lixo selectivo”.

Mas a meta é para ir mais longe e, por isso, no âmbito da Associação dos Municípios da Região do Planalto Beirão, o município pretende duplicar o número de ecopontos, prevendo-se que para concretizar este desafio, vai ser necessário criar sete ilhas ecológicas na Zona Urbana de Mortágua e de Vale de Açores.

A tudo isto, o presidente da Câmara Municipal acrescenta o maior parque fotovoltaico industrial do país, implantado na Vidraria de Mortágua, a Pellets Power, a Central Termoeléctrica, o Parque Eólico do Alto de Monção, a climatização de duas IPPS’s por geotermia, a Barragem da Aguieira, tudo exemplos para justificar que “Mortágua é uma forte candidata a ser no futuro a Capital das Energias Renováveis”.

Sobre o Parque Eólico do Alto de Monção (na Serra do Caramulo), que é constituído por um total de 16 aerogeradores, 12 no concelho de Mortágua, e os restantes quatro no concelho de Tondela, o autarca lembra que a energia produzida pode satisfazer as necessidades de uma população de cerca de 50 mil habitantes.

De acordo com esta ideia estratégica, Júlio Norte entende que “Mortágua e a floresta são unas e indissociáveis” e lembrou que a floresta e em particular a espécie eucalipto, tem servido de almofada financeira e balão de oxigénio às famílias, ao longo de gerações, gerando ainda rendimento, atividade económica e postos de trabalho”.

“Se temos uma das mais baixas taxas de desemprego do país, também à floresta o devemos”, vincou o autarca de Mortágua.





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