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Mural artístico perpetua invasões franceses

Edição de 5 de julho de 2019
07-07-2019
 

A arte urbana chegou também a Mortágua. Uma pintura mural que retrata a célebre “Batalha do Bussaco” passou a ilustrar um talude na entrada nascente de Vale de Açores, no final do viaduto.

A obra é da autoria de Odeith (nome artístico), um multipremiado artista a nível nacional e internacional, com obras realizadas em todo o mundo.

Natural da Damaia (Amadora), Sérgio Odeith fez um percurso de evolução no grafiti, aprendeu, desenvolveu e criou um estilo próprio, sendo hoje considerado um dos melhores artistas do mundo na arte dos grafiti.

Em Portugal, Sérgio Odeith é autor de inúmeras obras, algumas das quais retratam figuras de relevo nacional, como Fernando Pessoa, Amália Rodrigues, Eusébio, Vasco Santana, Carlos Paredes, Zeca Afonso, Nicolau Breyner, entre outras.

Entre as figuras de dimensão mundial que já retratou surgem grandes personalidades como o cantor Louis Armstrong, o ativista Martin Luther King e o pugilista Muhammad Ali. No estrangeiro, podemos encontrar obras da sua autoria em lugares como Austrália, Estados Unidos, Europa, Dubai, Israel, América do Sul. “Já fiz tantas obras que já não me lembro de todos os lugares onde se encontram”, conta.

Durante a execução do seu trabalho, em Mortágua, que durou uma semana, o artista teve oportunidade de ver a reação do público. “As pessoas quando aqui passavam faziam gestos de aprovação, paravam para ver, tiravam fotos. Esse reconhecimento é o mais importante para o artista”, disse.

O desafio lançado ao artista pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Mortágua (CPCJ) teve um objetivo pedagógico, “o de sensibilizar os jovens para o que é verdadeiramente arte urbana ou “street art” e mostrar que por detrás dela existe técnica, estudo, mensagem e enquadramento na paisagem envolvente.

No mural agora executado, além do trabalho artístico e criativo, há que mencionar os elementos simbólico e cultural, associados à representação de uma parte importante do passado e da memória coletiva dos mortaguenses (a passagem das Invasões Napoleónicas no concelho).





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